segunda-feira, 30 de junho de 2008

Os vestidos, as fotos, os convidados, os penetras. Leia tudo aqui!

Errata ao programa das festas. Porque quando se planeia antecipadamente, a coisa não corre como previmos... e quando não se planeia, também não...

• Partida de Lisboa ao fim da tarde para evitar o calor. Não evitámos...
Como quem não quer a coisa, ofereço à dona do carro uma cópia do H.A.A.R.P. dos Muse, porque duvido que a bateria do iPod aguente a viagem toda. Ela diz que adora Muse, como ninguém se queixa, fico descansado.


• Estou rabugento porque não dormi, tenho calor, fome, sede, e a ideia de vestir fato e camisa anda a assombrar-me desde que fui convidado há meses.
Espero não me ter esquecido de nada.

• Ocorre-me que me esqueci da toalha de banho.

• Somos assaltados na estação de serviço de Aveiras, onde pago uma exorbitância por uma garrafa de água e uma sandes mista com uma forma assustadoramente fálica.
Nem vou mencionar o que me faz lembrar o acto de desembrulhá-la daquele plástico…

• Ocorre-me que me esqueci da gravata.
Não tencionava usá-la, mas ia levá-la no bolso. Se a malta chegasse toda de bacalhau ao pescoço, eu sacava da minha e punha-a.
Espero não ser o único desgraçado a não levar gravata.


• A música ouve-se bem até à Figueira da Foz. A partir daí, é o descalabro, e, pior ainda, Linkin Park.
Para berraria, já me ia chegar a do noivo. Saco do iPod e percorro a A1 numa orgia de Muse com Diana Krall, U2, David Bowie, Ben Harper e ainda convenço a ir lá para o meio as malucas da Tracy Chapman e da Sheryl Crow.
Racionalizo a bateria, porque afinal, são mais 300 quilómetros para baixo.

• Chegada ao Porto. Não tenho tabaco e arrisco entrar numa gelataria. Estou em pânico por causa da ausência de sotaque. Se os gajos topam que eu venho de Lisboa, ainda me insultam ou perguntam se eu sou do Benfica…
Afinal, “Marlboro” é dito da mesma maneira.

• Jantar. Passo a noite a olhar de esguelha para o empregado. Eu não sou propriamente gordo, e está-me a fazer confusão de cada vez que levanto o copo vazio, o gajo perguntar “Mais um fininho?”…
Apetece-me responder “Não, obrigado. Eu chego…

• Às três e meia da manhã vamos em busca da residencial. Tocamos à campainha, batemos à porta, ninguém atende e preparo-me para dormir no carro.
Finalmente alguém abre a porta.

A discussão está para durar: O gajo tinha aspecto de quem estava com os copos, de quem estava a dormir, ou ambas?
Se aquele é o aspecto normal dele, não me surpreende que tenha abraçado a profissão de estalajadeiro nocturno…

• Duche frio às quatro da manhã. Não porque tenha visto montes de miúdas giras…
Adormeço por volta das cinco a ver o Scarface.
Acordo às dez, cheio de calor. Duche frio às onze. Desço à recepção e peço um café e jornais.

• Durante a tarde tento recuperar o sono dos últimos dois dias. Em vão…

• Duche frio às quatro.

• Chegada ao local às cinco. Já tomava um duche frio. Contento-me com um Gin Tónico…

• Afinal sou mesmo o único desgraçado de camisa e fato, sem gravata.
Bebo mais um Gin.


• Depois da cerimónia há quem se lamente por ter perdido a aposta: Afinal o gajo casou…
Eu lamento ter perdido a minha: Afinal a noiva não fugiu...
Bebo mais um Gin, enquanto espero pela caipirinha (que nunca chegou) esquivo-me às fotos, ponho a conversa em dia e dou o exemplo: depois do jantar há uma gravata pendurada em quase todas as cadeiras.

• Tiro duas fotos com o noivo, porque nos anos do Parkinson, pode ser preciso provar que estive lá.
O problema de não haver fotógrafo e cada um levar a sua máquina, é que há sempre alguém a fazer pontaria de todos os azimutes. Aquilo, parece Beirute dos fotógrafos e eu estou no meio do fogo cruzado.
Não me vou safar…

• As duas noites sem dormir, o calor, o gin e o vinho vêm cobrar a dívida e vou descansar para o carro. Ou então foi o Jet-lag...
… não dou por adormecer nem sei quantas horas dormi.

• Quando volto para a festa já a malta leva cinco Jameson de avanço. O noivo diz-me que já perdi duas músicas dos Stones. O DJ cumpre o combinado e não passa nenhum dos seguintes géneros: Latina, Brasileira, House, Techno, Hip-Hop ou qualquer outro género de música às bolinhas.

• O casamento do meu melhor amigo é OFICIALMENTE o primeiro casamento onde se ouvem coisas como: Roadhouse blues, China girl, Lil´devil, Alive e por aí fora.
Há quem refile pela ausência dos Metallica.
Ora, dado que foi um casamento, eu acho que o Welcome to the jungle foi o limiar que não devia ser atravessado, porque podia não haver retorno, e nunca é bonito ver um copo d´água acabar em Mosh.

• Às quatro e meia da manhã, enquanto o resto da malta se prepara para sair, não sem antes roubar os rebuçados da casa de banho, cigarrilhas, charutos e a decoração das mesas, fico sozinho na pista com o noivo. Pedimos ao DJ que toque o “Nowhere fast” em memória das noites de juventude em que tentávamos sacar miúdas na discoteca, enquanto entornávamos cerveja nos pés…
...com zero por cento de eficácia.


• Acabamos – como tantas noites - a fechar o tasco. Falamos de tretas, entornamos as bebidas e os empregados só não nos varrem porque ele é o noivo…
Por uma questão meramente protocolar, ofereço-me para me enfiar no carro com ele e conduzir a noite toda até chegarmos ao México.
Fico aliviado quando ele não aceita porque ao preço que está a gasolina, não passávamos de Valença do Minho. E eu já o tinha avisado que esperava que aquela fosse a primeira e última vez que ele se casa, porque eu não torno a fazer 600 quilómetros num fim de semana para me vestir como um pinguim.


• Há coisas que não mudam, mesmo a trezentos quilómetros de casa e vestidos com fato.
… foi mais uma madrugada de sapatos molhados, fala arrastada e zero por cento de eficácia…

Não coloquei fotos, porque os papparazzi estão com medo de se acusar.

E agora se me dão licença, vou tratar de arranjar uma vida!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O casamento do meu melhor Amigo

Lá diz o ditado: “Um dia o passarinho abre as asas e voa para longe”.
É que vai acontecer no dia - da graça do Senhor – 28 de Junho.
É já este Sábado que o meu melhor amigo se casa e abandona o estatuto de amador, e passa a profissional. Antes de mim. O que a bem dizer, até nem me chateia nada, porque para dizer a verdade, eu prefiro que seja ele a experimentar as coisas primeiro que eu, para depois me contar como são.
Tem sido assim nos parques de diversões, nas bebidas de nome estranho e nos bares “à porta fechada”, com porteiros saídos de um episódio dos Sopranos.
A única coisa em que eu normalmente sou o primeiro é a ficar com os copos, mas como ele diz, eu bebo como um pardalinho.
Isso não é necessariamente mau: as bezanas ficam-me mais baratas.

Vou sentir falta das noites de copos, sentados ao balcão a discutir questões filosóficas, metafísicas e, sobretudo importantes, como por exemplo, o que leva as marmotas a construir aqueles diques e se o Fernando Redondo foi realmente o melhor jogador do mundo na sua posição – eu continuo a afirmar que sim, nem que te cases no Alasca!
Ora, depois de muita insistência, e usando o argumento de que as minhas bebedeiras ficam baratuchas, lá consegui que ele me convidasse. Espero que não tenham convidado a senhora que se sentou na mesma mesa que eu no último casamento a que fui…
E eu tenho andado a viver toda a ansiedade que o deve assolar neste momento, por procuração.
Já carreguei a mala de lenços de papel, porque tenho a certeza que as minhas mãos vão transpirar quase tanto como as dele. Vou tremer à distância quando ele for ameaçado pela família da pobre rapariga a quem arrancou de uma existência normal, para que a trate bem, não chegue tarde sem avisar, e ajude na lida da casa, mesmo que jogue o Belenenses…
E, para melhorar a coisa, o casamento é longe, o que significa que vou ter direito a um fim de semana inteirinho.
Foi preciso que o meu melhor amigo se decidisse a dar o nó para que eu conseguisse ter um vislumbre de férias…
Assim sendo, e porque provavelmente não vou estar em condições de vir aqui fazer uma Reportagem Socialite do que aconteceu, deixo, em primeiríssima mão, o programa do fim de semana, porque afinal de contas, já são alguns aninhos de festarolas, farras e copos, portanto estou na chamada “Posição Zandinga”: consigo prever com uma exactidão assustadora tudo o que vai acontecer.

DIA 27 DE JUNHO – A CHEGADA

• Partida de Lisboa ao fim do dia para evitar o calor. Como não vou no meu carro, provavelmente vou ter de levar com merdas como Bon Jovi ou Alejandro Sanz, para entrar no espírito. Espero que a bateria do iPod aguente a viagem…

• Chegada ao Porto. Como a garganta está seca do pó da viagem (e três horas de musiquinha cantarolada por gajos que comem canja de galinha levam qualquer um ao desespero) vamos beber um copito para desopilar.
Nada de excessos porque alguns de nós têm de acordar no dia seguinte.

• Barrados na maioria das casas nocturnas portuenses. Os gajos não se impressionam com o sotaque de Lisboa, portanto não contamos como turistas.

• Acabamos a beber copos num sítio lúgubre, onde somos servidos por um tipo carrancudo e pela sua “sobrinha” desdentada e tísica…

• Ofereço-lhe – como planeámos toda a juventude – um passaporte falso e dez euros para recomeçar uma vida nova noutro sítio.
Não aceita, e aproveito os dez euros para mandar vir mais uns copos.

Guardo o passaporte porque um dia posso vir a precisar.


DIA 28 – É HOJE!

• Sem saber muito bem o que aconteceu, acordamos a apenas algumas horas do casamento, num contentor carregado de camelos, a caminho de Marrocos.
O noivo entra em pânico porque ainda tem de fazer a barba.


• O noivo está ressacado! Mais tarde dirá à noiva que passámos a noite a ver o Casablanca, com uma cerveja e um pacote de pretzels, e foi para a cama cedo. Não dormiu bem por causa da ansiedade.

• Os convidados começam a chegar ao local da cerimónia. O noivo recebe-os todos com um sorriso tímido e poucas palavras.
Não conseguiu arrancar o cheiro a gin martelado da boca.


• A malta começa a beber uns copos. Antes da cerimónia haverão pelo menos dois casos de coma alcoólico. O noivo pede desculpa aos pais das crianças.

• A noiva chega e despacham a coisa, porque a malta está esganada de fome. Descobrem que “aquele teu tio que eu não conhecia”, afinal não é tio de nenhum deles. Correm com ele, mas não sem antes ficarem a arder com duas garrafas de moscatel e um pirex de pastéis de bacalhau.

• As solteiras, as divorciadas, as viúvas e as “Mulheres independentes e auto-suficientes que não precisam de gajos para nada” degladiam-se até ao puxão de cabelo para apanhar o ramo da noiva.
Ninguém fica ferido, à excepção de uns quantos penteados.
O ramo acaba por ser apanhado pela senhora da limpeza… por toda a sala.

• Os noivos abrem a pista. Alguém pergunta quando começa o Karaoke.
A noiva, chispando faíscas pelos olhos, diz que não teve tempo de providenciar esse entretenimento tão giro.
Alguém grita do fundo da sala, com ar triunfante, que trouxe a sua máquina de Karaoke. Com listas impressas e tudo.
A noiva, cuspindo impropérios e relâmpagos entre dentes, agradece ao anormal por ter salvo o Copo d´água.

• O noivo, ainda sob o efeito do gin martelado, agora tornado atómico depois de misturado com Jameson e Sushi, abre as hostilidades com a sua soberba interpretação livre de “Great balls of fire”, que faz questão de traduzir para “Grandes tomates de fogo”.
Faz um encore com “Should have known better”.
Leva o público ao desespero na parte do “aiaiaiaiaiaaaaiiiaaaaiii…. Should have known betteeeerrrrrr…

• Uma amiga dos velhos tempos lembra-o de que não está no Kats em 1999. Aquele número não resultava na altura, e agora continua a não resultar.
Com a agravante de que agora, é casado.


• A família do noivo suspira de alívio. A da noiva suspira… porque suspira…

• Alguém interpreta esse grande clássico do Karaoke, “O papel principal”, de Adelaide Ferreira.

• A família do noivo agarra nos tupperwares e balda-se dali para fora.

• Alguém pede para desligar o ar condicionado.
Afinal está desligado.
Pede-se então à família da noiva que pare de suspirar.

• O noivo faz uma tentativa de Stand-up comedy. Tem a voz entaramelada “porque está cansado e dormiu mal com a ansiedade”. A malta ri-se por simpatia, e porque, afinal, é tudo gente educada.
A noiva olha fixamente para a biqueira dos sapatos.
A família da noiva… bem…

• Acaba a festa. O noivo insiste para que fiquem até à hora do jogo.
Alguém lhe diz que o jogo é só no dia a seguir.


DIA 29 DE JUNHO – O REGRESSO

• Debandada geral para Lisboa do pessoal que é de Lisboa, e para outras paragens do pessoal que é de outras paragens.

DIA 14 DE NOVEMBRO

• Torno a ser apanhado pela Polícia Marítima espanhola, desta vez algures no Estreito de Gibraltar, a bordo do que parece ter sido uma caixa de tâmaras.
Sou recambiado para Marrocos.


DIA 15 DE NOVEMBRO

• Desta vez vou dar a volta pela Tunísia. Ainda por cima, estou cheio de fome desde que cheguei ao Porto.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

OK... eu desisto...

Ora, eu normalmente até nem me preocupo muito com o que os outros pensam de mim sem me conhecerem.
Como não tenho o hábito de julgar pelas aparências, não me chateio muito com isso.
Preocupo-me só em estar bem com as pessoas que me são próximas. Essas sim, importam-me.
Os outros bem podem pensar aquilo que quiserem - desde que não o digam em voz alta, senão eu choro… copiosamente… como uma menina…
E também não me preocupa por aí além o que alguém possa pensar de mim, depois de ler o que eu aqui escrevo. Até podem expressar a suas opiniões, que é para isso que servem os comments, que eu depois apago-os se não me agradarem.
Vivo em paz com o universo, sou uno com a galáxia, as estrelas são minhas irmãs e vou decepar o anormal que googlou as palavras "ejaculação canina” e pensou que seria aqui que iria satisfazer a sua curiosidade!
Realmente, eu já escrevi aqui as palavras "ejaculação" e "canina", mas não na mesma frase!
Nem sequer no mesmo texto! Porra! Nem sequer no mesmo dia!
Eu até sou um gajo porreiro e tolerante, mas quando alguém insinua que eu tenho pinta de quem domina coisas como, e passo a transcrever: “ejaculação canina”, “gotas milagrosas, para ficar menos timida”, “refugiados romenos”, “Hi5 miudas sexi”, “o que tem a ver a catapulta com a fisica”, “o que é o pulmão do mundo é as ostras?”, “ostra como se desloca”, “luva de freddy kruger” e “tamanho das ostras”, epá, aí, alto e pára o baile…
As pesquisas “miudas a fazer sexo”, "miudas a faser sexo”, “miudas online a fazer sexo”, “gajas a fazer sexo” e “fisgas gajas” são onde eu traço o meu limite... Se estiver bem disposto e tolerante, até aguento com um “cicciollina orgia romana”. Mas não posso aceitar que ultrapassem esses limites, ou qualquer dia já não me respeitam...
Estas são as pesquisas que estão no limiar da minha tolerância e que não me aborrecem assim tanto. Afinal de contas saber que há quem me considere uma opção válida para procurar “miúdas a faser sexo online”, incha-me tanto o ego como ganhar um jogo da malha.
Talvez um dia se proporcione eu juntar aqui meia dúzia de gajas tresloucadas, que se consigam equilibrar em cima dos monitores enquanto fazem coisas giras com os ratos, o hub e o switch, sem que eu perca o sinal da internet.
Mas enquanto isso não acontece, vir aqui continuará a ser à borla, a não ser que alguém queira pagar uma garrafinha de Raposeira do LIDL e receber em troca um private post dedicado só a si.
Agora, coisas como “ejaculação canina” ou “refugiados romenos” são daquele tipo de insinuações que me aborrecem.
Eu nem percebo o que pode levar alguém a procurar sexo com animais nesta altura do ano! Afinal, já estamos no Verão e não faz assim tanto frio…
Eu tenho uma imaginação que me leva a vaguear por toda a espécie de situações absurdas e inconcretizáveis, mas fico seriamente arrepiado com a imagem mental de um tipo gordo e peludo, de boxers aos corações e camisola de cavas branca, sentado ao computador, com uma mini-ventoinha apontada à cara, pensando: “porreiro pá… tenho aqui esta internet toda, aqui, todinha, para pesquisar imagens do que eu quiser, e vou pesquisar… cães a ejacular, que é o que eu sempre quis ver, a seguir à série completa do Verão Azul”.
Epá... Verão Azul é que não…
Eu não sei se o tipo conseguiu ver o que queria, mas para o caso de voltar aqui em busca do mesmo, vou deixar-lhe uma dicazinha: “nudismo nos anos setenta”. No que toca à quantidade de pêlo, deve ser parecido, e não há ninguém a arfar como um louco. Se houver é porque sacou um vídeo do Carlos Lopes a correr a maratona na Costa da Caparica, e nesse caso, foi engano.
Relativamente às “gotas milagrosas, para ficar menos timida”, bom, não serão propriamente gotas milagrosas, até porque só funcionam em largas quantidades, mas tente com cerveja. Vai ver que ajuda e os gajos vão parecer mais interessantes, porque de certeza que isto funciona em ambos os sentidos... Caso contrário, terei de repensar toda a minha estratégia... pela sexta vez este ano.
Também não sei o que tem a ver a catapulta com a física, mas sei que tudo o que sobe, tem forçosamente de descer.
Pode sempre começar por aí.
Ou então pesquisar “Floribela – mamas a apontar para o tecto”.
E já que estou numa de serviço público e prestes a abandonar esta merda, para me dedicar, talvez à poesia, porque estou farto de ser tratado como se fosse um site pornográfico, aqui ficam as respostas para as perguntas que tanta angústia têm causado: “ostra como se desloca” – normalmente de carro. Quando estou com os copos, de gatas. Quando estou mesmo com os copos, arrastado. “luva de freddy kruger” – também gostava de ter uma para descascar pêssegos, mas acho que são ilegais desde o terceiro filme da saga e… “tamanho das ostras”.
Bom… não posso falar pelas outras, mas no meu caso, essa é uma pergunta um bocado pessoal e eu não divulgo essas informações assim, logo na primeira pesquisa.
A não ser que haja uma garrafinha de Raposeira do LIDL pelo meio, e nesse caso, sou doido por cães.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

RAIOS PARTAM ESTA MERDA TODA!!!........e tal...




... e todos os outros dias da semana...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Breve interregno no interregno

... e o prémio "Não sei que raio de merda se passou no universo nos últimos dois minutos, mas de certeza que me tornei eunuco" desta semana vai para...


O ex-tenista alemão Boris Becker, em declarações a uma revista, mostrou-se contra os gemidos protagonizados por algumas das melhores tenistas da actualidade.

"Muitas vezes dou por mim a ver a Sharapova ou Serena Williams sem entender nada. Aquilo tem algo de sexual, e não percebo como essa tolice não irrita as cordas vocais. É algo que deve reduzir-se, que não pode continuar assim", disse o tricampeão de Wimbledon.

Fonte: O Jogo


...Ó Boris... então e se - hipoteticamente, claro - eu não for assim um grande adepto de Curling ou de Bilhar às três tabelas, que raio de desporto é que me dará gozo ver, pá?...

Não querem lá ver que este gajo ainda se habilita a ganhar o prémio "Fazia melhor se fosse comer merda à colherada", em ex-aequo com o outro gajo... aquele engravatadinho grisalho...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Here´s looking at you, kid...

10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões (esse palhaço) e das Comunidades.

• “as ceroulas usadas no século XII
• “carrinhos para calças
• “edite estrela
•”fisgas gajas
•”malefícios do telemóvel
•”tv cabo descodificada 2008 junho
e as já famosas – e aparentemente incansáveis – “miúdas online a fazer sexo”...

...nem sequer uma única pesquisa por "puto giro a escrever umas merdas engraçadotas" ou "blog escrito por gajo esperto que me esclareça as dúvidas sobre Física Quântica e o Ciclo Reprodutivo dos nenúfares".

Eu tenho sentimentos...
A minha existência não se vai limitar a satisfazer a vossa busca por sexo fácil e coisas absurdas, principalmente quando clicam "retroceder", ao descobrirem que eu não sou desses, e me deixam aqui, a sentir-me sujo, sozinho e usado...




…i´m out…

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Se isto continuar, eu juro que desisto...

Na sequência do post em que descrevi o tipo de pessoas, localização das mesmas e o que raio pesquisavam no Google, que as fazia vir desaguar aqui, achei conveniente fazer um update dos dados que me foram fornecidos este fim de semana… mas só das coisas interessantes.
Assim, para além de ficar a saber que a minha vida não corre perigo, porque os cliques que me são trazidos pelos ventos do norte de África não pertencem ao General Kadaffi, e descobrir também que existe uma cidade no Brasil que dá pelo nome de Pindamonhangaba, fiquei também a saber que continuo a ser clicado pelos motivos mais estranhos, e atenção… isto é gente que nem sequer me conhece, e portanto, não sabe em que tipo de coisas eu alinho!
As últimas Googlagens da malta que aqui vem, incluem buscas tão improváveis como:
camisolas dos slipknot”, “cheerleaders nuas” – Tem alguma preferência pelo clube? -, “trabalhos manuais com rolhas”, “ciciolina orgia romana” – Não seja tão específico. Generalize mais a coisa com um “Ciciolina orgia”. Assim, terá resultados de todo o mundo -, “cio canino hiper” – Espero que ao menos o cachorro seja pequeno -, “construindo formulas quimicas no word”, “curriculum meia pagina”, “entre pratos esparguete de tinta de choco”, “escudos mundo euro” – Bom slogan para a Mastercard -, “letrinhas enfeitadas”, “livros para ler infantis (o purque do coraçao” – Mas só está interessado em livros para ler? Não podem ser outros? -, “miudas online a fazer sexo” – Cada pesquisa destas é como uma medalha no meu peito, “papuça e dentuça para pintar”, “porque fumar mata?” – Concordo! Afinal tantos milhões de fumadores não podem estar errados! -, “primeiro anacleto” – Tente antes “primeiro gajo a ser gozado na escola" -, “quantidade tecido calça homem metro” – Óptimo slogan para o Pagapouco – “que medida se usa para medir o litro?” – Fácil. Estenda tudo no chão da sala, saque de uma fita métrica e meça em centímetros -, “quero saber como é que se faz um curriculum” – Olhe lá… peça com jeitinho, sim? -, “sites de teste para saber se vc gosta da pessoa amada” – Acho bem que não se deixe iludir e procure um site idóneo, com testes fidedignos para essas dúvidas do coração. Afinal, todo o cuidado é pouco -, “sms amorosos” – Veja o programa da Fátima Lopes. Ou então use e abuse de palavras como “bombom”, “bomboca” ou “bom rabo” -, “tecidos para cuecas” – Nada de muito abrasivo, por favor -, “tenho impressora e quero fazer um curriculo como fazer” – Bom, o principal já está! Ter uma impressora é daquelas coisas que impressiona sempre num curriculum. Com a vantagem de poder imprimi-lo depois de estar feito! – e os já célebres “miudas a fazer sexo” e “miudas a faser sexo”.
Duas variantes da mesma coisa. Se não resultar com um Z, tenta-se com um S!
É sempre uma honra que o meu espaço seja considerado um baluarte da pornografia, e eu prometo que vou continuar com o meu esforço de guerra para agradar a todos os “wankers” que me visitam, desde a América do Sul ao Norte de África. (Não me refiro a si, General)

sábado, 7 de junho de 2008

Why me?!... Why not?...

Odeio não conseguir dormir.
Odeio revirar-me na cama, sem conseguir conciliar o sono.
Odeio só conseguir adormecer quando está quase na hora de acordar.
Odeio acordar depois cheio de sono.
Odeio que o café não me saiba bem.
Odeio não conseguir tomar o pequeno almoço.
Odeio a azia que se instala no meu estômago como um acampamento de ciganos.
Odeio não conseguir almoçar em condições.
Odeio a quebra que me assola depois de almoço.
Odeio estar a trabalhar e não poder ir dormir.

Mas o que eu odeio mesmo, é não dormir em condições, saber de antemão o dia que vou ter pela frente até que finalmente chegue a hora em que possa dormir, sair para trabalhar, ligar o rádio do carro, e apanhar uma lambada estereofónica destas…




...ainda por cima assim, à bruta... e em stereo...












...vergonha para quem clicou no play e esteja neste momento a abanar um pézinho que seja...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Não é pelo dinheiro...

... porque eu até nem me importo que os jogadores recebam quase 400 euros por dia, pagos por todos nós à Selecção de todos nós, para representar o seu país, num claro e inequívoco sinal de patriotismo...

...mas alguém me sabe dizer onde é que eu arranjo e qual é o preço por litro disto?

...é que eu gostava que o meu carro também fosse movido por isto!


... não estraga os injectores, pois não?

O estranho mundo da ostra

Descobri há uns dias uma maravilhosa ferramentazinha, que me permite entre outras coisas, elaborar autênticos estudos de mercado e sondagens bastante apuradas sobre o tipo de desocupados que vai visitando este humilde pardieiro.
Não posso dizer que os resultados me tenham surpreendido por aí além, mas, houve efectivamente uma série de dados que me levaram a conclusões, no mínimo curiosas.
Como é óbvio, não é possível descortinar o Sexo, Idade, Profissão e Habilitações Literárias da malta que vem aqui. Também não foi possível chegar a grandes conclusões sobre o Estado Civil. Principalmente das miúdas, apesar das minhas insistências para que deixem nos comentários a altura, peso, cor dos cabelos, habilitações literárias, predisposição para fazer filmes amadores e o que pensam de fatos de cabedal… (Já agora relembro que uma foto de corpo inteiro, em bikini, substitui todos os anteriores). Não vale a pena. A abstenção é uma religião que se vai massificando, e fica aqui um gajo à nora sem saber quem é que o anda a pesquisar no Google – a Googlar, portanto.
Sendo assim, fica posta de parte a ideia que eu tinha de fazer um estudo de mercado para traçar o perfil das pessoas que vêm ler estas trampas.
A ideia era essa: descobrir que o meu target é maioritariamente composto por miúdas entre os vinte e os trinta anos, voluptuosas, com aspirações a actriz de cinema de baixo orçamento e solteiras, mas que, no caso de serem casadas, “nada está escrito em pedra, certo?
Não foi possível, fica para uma próxima.
Mas não podia deixar de partilhar convosco os resultados que vim a descobrir:
Ora bem, é com muito orgulho que vos digo que, desde o dia 30 de Maio até hoje, este blog teve 124 visitas. É muita fruta e eu estou orgulhoso, sendo que, dessas visitas, 83 foram por acesso directo, o que significa que, 66,94 por cento das vezes que me clicaram, foi directamente para aqui.
Isso demonstra que “O mundo é a minha ostra” está a ganhar uma crescente visibilidade na blogoesfera.
Ou então essas 83 visitas foram feitas pelas mesmas cinco pessoas e meia que sabem quem eu sou, e vêm aqui por simpatia. Mas vamos acreditar na primeira opção.
Depois há também o método de pesquisa “Deixa lá ver o que é isto”, que é nada mais que o acesso feito através dos blogs com ligação para este. Esses correspondem a 17,74 por cento das visitas.
Pode não parecer muito, mas se tivermos em conta que só deve haver para aí um gajo ou dois que têm no seu espaço, um link para o meu, é um resultado avassalador.
Finalmente, o método de pesquisa “Epá, não era isto que eu queria”, que consiste em pesquisar no Google – Googlar, por assim dizer.
Essas visitas são as mais fascinantes, porque para além de ficar a saber que corresponde a 19 alminhas – 15,32 por cento das clicagens – também me permite ficar a saber qual foi o termo que pesquisaram no Google, e cujo resultado foi este blog.
Então com duas visitas, temos pessoas que pesquisaram, ou Googlaram as palavras “stanley kirk burrell” - MC Hammer, para os amigos que ainda se lembram dele.
Realmente eu escrevi umas patacoadas com este título, em que partilhava com o mundo (o meu mundo é pequeno) o que é feito desse tipo. E pelos vistos não sou o único a ter essa curiosidade, o que me deixa assaz contente, porque para dizer a verdade, estava a ficar assustado comigo mesmo.
Houve também quem pesquisasse o termo “cachorros tarados”. Eu não sei o que terá levado alguém a ir à internet pesquisar uma coisa dessas, mas deixo aqui um conselho para o caso de virem cá bater outra vez: esterilizem os bichos. Eu tenho, sim, um texto com um título parecido, cuja intenção, juntamente com a ilustração que o acompanha é fazer um trocadilho com cartaz do filme “Cães Danados”.
A malta não entendeu, mas tudo bem (o meu mundo, para além de pequeno, também é limitado).
Surpreendente foi descobrir que houve quem pesquisasse “a historia do ovo” e “historias com ovos”. Assim, sem acento. Eu tenho um texto com esse título – com acento – mas cheira-me que essa pessoa devia estar mesmo a querer saber as origens daquilo que come estrelado, escalfado e cozido, e não as minhas incursões infantis no campo da bigamia. Aquilo devia ser uma alminha profunda com dúvidas existenciais, à espera de encontrar no Google a resposta para o enigma milenar do ovo e da galinha.
Ou então andava mesmo à procura da origem dos ovos. Não sei se encontrou a resposta, porque, convenhamos, se eu tivesse nascido do mesmo sítio da galinha, não era história que eu andasse a alardear encostado ao balcão, no bar onde bebo copos.
Como mandar currículo para o epa”. Epá, não sei. Eu nem escrevi nenhum texto com esse título, mas se alguém souber, dêem aqui uma ajudinha, porque isto parece importante, ok?
Dinheiro em escudos”. Este desgraçado ainda deve fazer as contas do supermercado em escudos, e veio parar à minha epopeia com aquela moeda enferrujada de cem paus. Tente em euros amigo, vai ver que parece menos.
Filme sobre ostra”. Já estou a tratar do argumento companheiro. Só falta arranjar quem queira pagar uma mega-produção sobre a minha vida. Mas sinto-me honrado com a sua ansiedade.
Frases do filme as palavras que nunca te direi”. Epá... Mas estás mesmo à espera de conseguir engatá-la com frases dessas? Mais vale leres o meu blog, que o resultado é o mesmo…
A próxima pesquisa é, sem dúvida, a minha favorita: “isaac newton o'que acontecia no mundo” – sim, com o apóstrofe. Deve ter sido algum irlandês a passar férias em Vilamoura. E o que é que acontecia no mundo? Nada mais simples. Andávamos todos a flutuar pela estratosfera, até que o senhor nos fez o favor de descobrir a Lei da Gravidade, e passámos todos a andar com os pés no chão. Esclarecido?
Finalmente, a cereja em cima do bolo: os conteúdos sexuais. Mesmo no fim das pesquisas aparecem os termos “miudas sexo” e “miudas a fazer sexo”. Bom, acho que há aqui um mal-entendido. Eu pesquisei o termo “miudas a fazer sexo”, e realmente aparece na lista, num honroso quarto lugar, um texto meu, mas a enaltecer a capacidade das miúdas em “fazer sexo” misericordioso e distinguir entre as várias classes de ovos. Mas tudo bem, fico muito honrado com o facto de haver alguns desgraçados que vivem em sótãos escuros e bafientos que pensam: “Bom, apetece-me ver miúdas a fazer sexo. Onde é que eu vou? Já sei! N´“O Mundo é a minha ostra”! Há lá disso à fartazana…
Outra das coisas interessantes que descobri, foi a localização dos meus leitores. Tive 107 visitas de Portugal, sendo que Lisboa é, aparentemente, a cidade mais desocupada e menos produtiva do país, seguida de muito longe por Seixal, Barreiro, Sacavém – fiz lá um Bar Mitzvah, há uns meses – Almada, Maia e Tomar.
Fiquei também a saber que tenho leitores no Brasil, Luxemburgo, França e… Líbano.
É verdade, a cidade de Tripoli agraciou-me com quatro visitas nos últimos dias.
Alguém sabe onde vive o Khadaffi? É que eu estou a ficar com receio de ter escrito alguma coisa que ofendesse o senhor, como por exemplo, a minha tese sobre as aparições de Fátima.
Era a brincar Senhor General.
Isso talvez explique o facto de ontem ao almoço, me terem posto em cima da mesa um lata de Coca-Cola com o texto escrito em Árabe. A senhora do restaurante disse que só havia daquelas no Grossista, e eu acreditei, relacionado-o com o aumento dos combustíveis. O estranho é que a lata ainda tinha, não uma daquelas patilhas de abertura que entram para dentro da dita lata, mas sim uma daquelas que se destacam completamente, à maneira de uma granada, e – I shit you not – quando saquei a patilha, a lata fez o barulho de uma explosão!
Saiu fumo e tudo, mas eu pensei que fosse gás…
Não foi uma coisa digna de um filme com o Steven Seagal, mas foi bastante assustador para uma lata de 33 CL.
Posso afirmar, de ego inchado, que sou um autor conhecido em pelo menos dois dos quatro cantos do mundo, e se isto não é suficiente para me começarem a inundar isto com fotografias em bikini, então algo está errado no mundo!
Por favor, corrijam-no depressa…