sexta-feira, 30 de maio de 2008

Top 5

Cinco coisas que ainda me vão fazendo rir por estes dias...

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....ahahahahahahahahahaha..............ahn.....

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Fumar mata... Que se lixe!

A minha mãe sempre me disse para não acreditar em tudo o que leio. Talvez por isso é que nunca me preocupei por aí além com as letras garrafais impressas nos maços de tabaco que garantem que fumar pode provocar, entre outras coisas, cancro, impotência, espermatozoidicídio, enfisema, malefícios às criancinhas, aos que me rodeiam e, em última instância, o abraço negro e alcatroado da morte.
Eu acho que isso é tudo um enorme exagero…
Se a malta fosse agora acreditar nessas merdas, toda a gente bebia com moderação, tinha uma alimentação regrada e não havia colestrol… Ná… Eu sou mais esperto que isso…
Mas é inegável que fumar não é propriamente o hábito mais saudável que um rapazola como eu pode ter, e como tal, decidi voltar a tentar deixar este vício.
Desta vez a sério, porque das últimas vezes que tentei, a coisa não correu lá muito bem…
Mas desta vez conto com a ajuda da lei do tabaco: os cigarros que me davam mais gozo fumar eram, pela seguinte ordem, o primeiro do dia, depois do pequeno almoço e durante o primeiro café, e depois de almoço, também durante o café.
Ora, como agora é proibido fumar em todo o lado onde eu ingiro uma refeição, tenho de me levantar e ir para a rua esfumaçar, encostado a uma parede, e não me deixam levar a chávena e o pires, mais vale deixar o hábito. Aliás, esta é a única observação que eu tenho a fazer relativamente à Lei do Tabaco. Sim senhor, limparam o ar dos restaurantes, mas em compensação todas as ruas deste país parecem a Rua Maria Pia nos seu tempos áureos, com grupinhos de malta a esfumaçar, abrigados em todas as esquinas e vielas, não deixando sequer uma única parede a jeito para aqueles que são subitamente surpreendidos pelo excesso de cerveja na bexiga.
E não tem sido fácil… Desde que fumei o último Marlboro que ando irritadiço, as quebras de tensão e dores de cabeça são uma constante, não me consigo concentrar, ando sem paciência e abuso das buzinadelas.
As últimas cinco horas têm sido complicadas…
Em desespero de causa lembrei-me de comprar uma das novas embalagens de Chupa-Chups, que até vêm numa caixa igual à dos maços de tabaco. Pensei que assim, talvez o impacto fosse minimizado pela repetição dos gestos de fumador: abrir o maço, sacar do chupa, levá-lo à boca, e, quiçá, para não estranhar muito a diferença, sacar do isqueiro e acendê-lo em frente à cara, só para continuar a ouvir aquele clique tão familiar.
Até que ao revirar o maço de chupas na mão, me deparei com isto...


... ora ainda bem que avisam. Não é que eu acredite em tudo o que leio, mas é reconfortante saber que o meu novo vício não é prejudicial a ninguém.
Aliás eu tenho defendido esta máxima ao longo de toda a vida, desde a puberdade, mas acham que alguém me passou cartão?...

... e do outro lado...

... aqui comecei a considerar seriamente a hipótese de esta não ser realmente a melhor decisão que tomei. É que isto é capaz de dar azo a algumas interpretações erradas por parte da malta que me vir a sacar isto do bolso. Ainda por cima eu já vi caixas de preservativos parecidas com esta, e cuja finalidade, não sendo a mesma, andava lá perto.
Repare-se no segundo ponto, em que os fabricantes afirmam que durante o acto de chupar, a mão e a boca interajem, ajudando assim a malta a relaxar...
Alguém me explica o que raio aconteceu ao universo dos chupa chupas nos últimos anos?
É que quando eu era miúdo não havia nada disto...
Portanto, decidi levantar o traseiro preguiçoso e ir à rua comprar tabaco.
Que vem numa caixa máscula e que não relaxa nem descontrai, mas sim que mata, queima e provoca toda a espécie de bicheza em mim e nos que me rodeiam.
Acho bem que a malta da Chupa Chups continue com este tom de comunicação, só acho é que deviam escolher melhor o target, porque, a mim não me impressiona por aí além entrar num sítio destes...

... está muito bem visto, sim senhor, mas não é a mim que têm de convencer...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Este país está perdido...

Foi só hoje, ou já anda tudo choné há algum tempo e eu só me apercebi hoje porque estou relativamente desocupado?
O Rei da Noruega vem a Portugal e visita um hipermercado?
O que é que aconteceu aos Jerónimos, pá?
Ainda por cima, Sua Alteza vai visitar num hipermercado português o bacalhau que vem da Noruega?!
Mas o tipo precisava mesmo de calcorrear tantos quilómetros para ver defumado e esquartejado aquilo que podia ver vivo e fresquinho no seu próprio quintal?
E nós que estrebuchámos tanto com as viagens de Falcon do Portas...
Se algum dia a Monarquia voltar a ser instaurada aqui no burgo podemos mandar o D. Duarte à Noruega visitar os galos de barcelos nas lojas de chineses lá do sítio!

Os Bon Jovi vêm tocar a Portugal, e em vez de se comportarem como uma banda de rock séria e decente, não...
A única coisa que pediram foi canja de galinha!
Não pedem drogas, não pedem gajas, não pedem barris de cerveja e garrafas de whisky, mesas de snooker, pianos de cauda, nada de coisas normais!...
Canja de galinha, senhores?
Então vêm tocar a um dos países da europa com mais bebedolas por metro quadrado e nem sequer pedem uma garrafinha de vinho? Nunca me enganaram...
Certamente vão ser os únicos gajos sóbrios no concerto.
Provavelmente nem viajam com groupies atrás, e telefonam às mulheres todos os dias... Será que nada é sagrado para estes tipos?
Nas sábias palavras de Alice Cooper (esse sim, um granda maluco, que bebia e se drogava de forma honesta, como compete a um roqueiro que se preze) "That ain´t what Rock n´Roll is about".
...canja de galinha... olha agora...

Os Tokyo Hotel exigem por sua vez muitos bolos, chocolates e gomas em forma de ursinho! Eu espero que não se esqueçam do Capri-Sonne...
Os gajos devem ter cancelado o último concerto porque não se conseguiu arranjar embalagens de Pez em forma de ursinho Misha...
Talvez não fosse má ideia mudar o nome do certame de "Rock in Rio" para "Mariquinhas ao Rio".

Valha-nos os Metallica que ainda vão salvando a honra da sua própria herança, ao pedirem "doze garrafas de boa cerveja portuguesa"...

...pfff... doze... enfim...

When the shit hits the fan

Eu sei que às vezes posso ser um bocado incómodo.
Nem sempre meço as palavras que digo, e há malta que pensa que sou algum chico-esperto.
Mas eu juro que não é essa a minha intenção!
Não sou um gajo antipático e presunçoso…
Ok, não me preocupo tanto em reciclar como devia, admito, mas em compensação também não refilo como um bloquista quando demoro a ser atendido nos restaurantes.
Posso nunca mais lá voltar, mas não armo nenhum escândalo de cada vez que peço um café e um copo com água, e só me trazem o café, sem qualquer respeito pelos meus rituais próprios.
É que para mim é mesmo difícil acabar de beber o café e não ter logo um copo com água à mão. Eu sei que normalmente deixo ficar o copo quase cheio, mas porra! Isso é motivo para ignorarem as minhas necessidades?

Também não vou a reuniões de condomínio, raramente atendo números que não conheço, e quando não gosto, não falo, mas não é isso que todos fazemos?
Também não pertenço a nenhuma sociedade altruísta, como, sei lá, a Sociedade Protectora dos Animais.
Mas há malta que acha que se eu pertencesse a alguma sociedade, a mais indicada seria a outra, a dos protegidos.

Ora isto aborrece-me, como é óbvio… Isto é uma chatice, principalmente porque eu não faço nada para merecer este fardo em cima dos meus ombros!
Não estou querer fazer papel de coitadinho, nem ando à procura de festinhas na cabeça. Nem tão pouco estou a querer lamentar-me. Foi a vida que Nosso Senhor Jesus Cristo me deu, e quem sou eu para contestar alguém que foi pregado numa cruz e por lá ficou durante umas horas valentes?
Ainda por cima, ao que parece, estava a chover…

Quero dizer, eu também já fiquei horas à espera de coisas, como ser atendido ou ser mandado embora, mas estava numa posição um bocadinho mais confortável.
Também não sou muito dado a insultos gratuitos.
Normalmente só insulto quando me irrito...
E isso não acontece assim tão frequentemente… não sou um gajo maldoso...


…ora posto isto, lanço daqui um comovido e comovente apelo, do fundo do coração, às maravilhosas e adoráveis criaturinhas que vivem em cima dos telhados, nos seus ninhos tão laboriosamente construídos para albergar os seus rebentos:



DÁ PARA PARAR DE ME CAGAREM EM CIMA DO CARRO????
TODOS OS DIAS A MESMA MERDA PÁ…!!!
F(…)-SE!!!!
VEJAM LÁ SE ENSINAM OS PUTOS A IR AO PENICO!!
SE EU CONSEGUI APRENDER, ELES TAMBÉM CONSEGUEM!!!

...esperem só até eu conseguir encontrar a minha fisga de infância...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ah bom… Então é por isto que os combustíveis aumentam!?….

Está explicado! Porra! Já podiam ter dito há mais tempo, ó senhores da Galp… Que eu escusava de andar a fazer figura de virgem ofendida à média de duas vezes por semana, por causa de uns míseros cêntimos, que vim afinal a descobrir que andam a sair dos bolsos da malta para patrocinar acções de serviço público, que é coisa que vai escasseando neste pobre país!
Aliás, aproveito desde já para expressar neste estaminé, não obstante o anonimato em que o faço, o meu total e incondicional apoio aos aumentos dos combustíveis! Mais ainda, dada a dimensão da coisa, duas vezes por semana nem me parece ser o suficiente. Afinal o que são dois ou três cêntimos, se pensarmos no exemplo de altruísmo e generosidade que tão honrosa instituição como é a Galp Energia nos dá?
Eu sei que neste momento existem algumas pessoas (de vistas curtas) que ao lerem isto me estão a rezar pela pele. Mas creio que mesmo esses pobres ignorantes vão mudar de ideias assim que souberem que neste momento, e graças aos aumentos dos preços, existem crianças em Portugal que vão finalmente, num renascer da esperança e felicidade a que todos os petizes – não só os priveligiados - têm direito, ficar a saber o que são e de onde nos chegam … o Gás Natural e o GPL!
Não consigo conter estas lágrimas teimosas que teimam em correr-me pela cara abaixo até baterem na barra de espaços do meu teclado, ao imaginar as caras de felicidade e contentamento daquelas crianças, ao saberem a verdade sobre esses míticos recursos energéticos...
Haverá lá coisa melhor para compensar o desgosto provocado pela terrível verdade sobre o Pai Natal?
Aquilo que a Galp Energia está neste momento a fazer deve funcionar como exemplo para todas as empresas.
A preocupação social demonstrada pelos senhores, perdão, SENHORES da Galp é qualquer coisa de avassaladora, e eu estou neste momento a sentir-me muito, muito pequenino quando comparado com eles...
E nem sequer tem a ver com as diferenças de saldo na conta à ordem.
E do que é que a malta da Galp Energia se lembrou para iluminar as criancinhas acerca do Gás Natural e do seu amigo GPL, à conta do que nós pagamos em combustível? – Agora refilem lá, se tiverem coragem – Um magnífico Kit informativo composto por uma caixa toda catita, que contém lá dentro um livro que parece uma autêntica obra de arte de origami, um jogo composto por um tabuleiro com perguntas sobre – exacto – o Gás Natural e o seu compincha GPL, e um conjunto de cartas que complementam o dito jogo. Tudo isto impresso num papel carissímo, plastificado, dobrado e pronto a destacar pelo picotado.
Para ser sincero, quando todo este trabalho nos foi adjudicado, a primeira coisa que a malta combinou foi boicotar o trabalho: escrever os textos com gralhas, fazer ilustrações foleiras e por aí fora.
Mas ao apercebermo-nos da dimensão da coisa, e ameaçados de despedimento colectivo, optámos por fazer a coisa com o brio profissional, o empenho e a dedicação que tão nobre instituição merece.
Posto isto, e para iluminar essas mentes mesquinhas que refilam por causa de dois miseráveis cêntimos, tomem lá, em primeríssima mão, uma chapada de serviço público.

Eis a caixa toda pimpona que pequenas mãozinhas, ávidas por saberem o que são o Gás Natural e o GPL, vão esfrangalhar sem seguirem as instruções de abertura...
... lá dentro poderão encontrar o tabuleiro do Jogo das Perguntas, que é assim a modos que o resultado de uma noite de sexo tórrido e ardente entre o Trivial Pursuit e o Monopólio, mas com o nosso dinheiro...
... bem como um livro que depois de aberto, ninguém sabe muito bem como se torna a fechar, porque os vincos, por algum acaso do destino, devem ter sido mal calculados, mas a malta só descobriu isso depois de estarem todos dobrados, cortados e agrafados, e aí já era tarde demais para emendar...

...digam lá que não está aqui uma coisa bem esgalhada e digna dos aumentos bi-semanais dos combustíveis?
Eu seria capaz de apostar uma parte vital da minha anatomia em como não existe alminha empedernida que não se sinta mais reconfortada por saber que anda a pagar o combustível ao preço do ouro, para que os senhores, perdão, SENHORES da Galp possam largar autênticas fortunas para produzir a monstruosa quantidade de 1800 Kits infantis sobre a origem desses misteriosos recursos energéticos que são o Gás Natural e o GPL.
Mal posso esperar pelos próximos aumentos do preço dos combustíveis, porque isso será, sem dúvida, sinal de que os próximos 1800 exemplares vêm a caminho!
Mas para todos aqueles que estão neste momento a salivar por saberem as origens deste Duo Dinâmico, e não vão ter a possibilidade de deitar a unha a nenhum dos 1800 exemplares deste magnífico Kit, apesar de andarem a pagá-los todos os dias, aqui ficam algumas curiosidades acerca dos dois amigalhaços Gás Natural e Gás Petróleo Liquefeito - GPL para os amigos:

A palavra Petróleo é a junção das palavras Petra + Oleum que significam “óleo de pedra”, em Latim.

O Petróleo começou a ser usado há mais de 3.000 anos. Os povos antigos utilizavam a massa espessa que aparecia à superfície da Terra na construção dos seus palácios e até para reparar os seus barcos.

No Egipto, o Petróleo era usado para preparar múmias, para curar doenças de pele e mais tarde para iluminação.

Em 1821, as ruas de Fredonia, perto de Nova Iorque, eram iluminadas por Gás Natural porque este emergia espontaneamente de um buraco no chão, à saída da cidade.

A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo do mundo.

...Vamos lá a parar com a choraminguice por causa dos aumentos de preço pessoal!
Afinal de contas, o nosso rico dinheirinho já não era tão bem aplicado desde que construíram o Estádio Municipal do Algarve...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Edite Estrela, rói-te de inveja!

Comentário de um leitor de um jornal on-line em relação ao penalty falhado por Cristiano Ronaldo.

"epa ke k tem ele fazer paradinha a marcar os penaltys???epa a gente mesmo burra nesta terra. k eu saiba o figo tmb fazia o mesmo e raramente falhava e o simao tmb faz ixo e raramente falhava. tem sempre k tentar arranjar defeitos, tipo k ha em portugal alguem melhor.eu sou portugues mas as vzes pah ate da raiva nunca ganhamos nada mas temos a mania k somos bue exigentes. deixem mais e o chaval jogar pk ele e o melhor de portugal mas te longeee, e no europeu vai calar todas as maus linguas ver"

...

"epa a gente mesmo burra nesta terra"

...

Nãããããããããõ...

"eu sou portugues mas as vzes pah ate da raiva"

...

Nota-se perfeitamente pah...


"nunca ganhamos nada mas temos a mania k somos bue exigentes"

...

Concordo! Vamos lá baixar o nível de exigência, malta! Qué isto?!!!...

"deixem mais e o chaval jogar pk ele e o melhor de portugal mas te longeee"

...

iá fodace ké esta mrda pah? te longeee e te pertooo

"e no europeu vai calar todas as maus linguas ver"

...

...aahhhh... claro, claro...

Como é que há gentalha que tem a lata de criticar o sistema de ensino em Portugal?

Estou só um pouquinho triste...

Eu nunca fui um gajo religioso, mas aprendi a ser hipócrita o suficiente para sê-lo quando isso me convinha.
Era uma espécie de contrição quando me dava jeito… Como por exemplo, nos feriados.
A maior parte da malta que eu conheço, e que goza religiosamente todos os feriados – não é o meu caso, que vim bater aqui com os costados – nem sequer pratica qualquer tipo de religião.
Mas gozam os feriados religiosos como se fossem beatas no largo da igreja. E nem sequer têm a decência de fingir, pelo menos nesse dia, que são praticantes da religião que lhes oferece um santinho qualquer que os deixa ficar a dormir até ao meio dia!
Quando eu conseguia ser uma dessas alminhas, preocupava-me ao menos em saber a que santo era dedicado o dia em questão. Era o mínimo que podia fazer. É que eu sempre achei que se um feriado era religioso, e sendo eu um ateu convicto - que no caso de haver céu e inferno, está desgraçado – era uma hipocrisia celebrá-lo como as outras pessoas que fazem jejuns, não comem carne e abrem a porta aos tipos da TV Cabo.
Então, e dada a quantidade de feriados religiosos em Portugal, decidi deixar entrar Jesus no meu coração, pelo menos nos dias em que me desse jeito.
Mas quase toda a gente que eu conheço e que está neste momento – 09:46 de 22 de Maio - a ressonar que nem um porco, nem sequer sabe a que divina entidade pertence o dia de hoje. Ou o que é que se celebra.
Acho inadmissível que esta maltosa não saiba quem foi o gajo que na prática lhes disse: “Durmam enquanto vos apetecer, outros camelos hão-de ir trabalhar”…
É que por acaso eu até sei, mas isso não me valeu de nada, porque tive de me arrastar até aqui, como um cão rafeiro e sarnento, e com o mesmo entusiasmo com que vou às reuniões de condomínio.
O que ainda me vai reconfortando nesta hora maldita de embirração para com o país e mais os sacanas dos seus santinhos, que deixam dormir toda a gente, à excepção aqui do otário que até se preocupava em saber porque é que era feriado, é o facto de estar a chover. E isso reconforta-me. Não porque eu goste de chuva, mas porque esta bendita água lixou os planos a muita gente.
Isto pode parecer mesquinho, mas eu sinto-me injustiçado. Antigamente – nos gloriosos tempos em que também eu tinha o direito sacrossanto de gozar os feriados – a questão colocava-se meramente no campo regional: se fosse feriado no Porto, falava mal dos santinhos do Porto (dirigentes desportivos incluídos), se fosse feriado em Lisboa, insultava-lhes os monumentos e gozava com a designação “Alfacinha”.
Quando era feriado noutro desterro qualquer, insurgia-me contra qualquer merda que lá houvesse…
Agora quando toca à religião, convenhamos, nem eu tenho coragem de adoptar discursos muito radicais, porque mais vale prevenir que remediar, e não me apetece passar a eternidade a arder nos caldeirões do inferno. Se bem que a temperatura deve ser mais amena que a de hoje, e aquilo deve ser um corropio de malucas lascivas com baixos padrões... o problema são as doenças venéreas, mas que se lixe... assim como assim, estaria tudo morto… e o que arde cura, certo?
Mas, caramba, aquilo deve ser desagradável, ao fim de algum tempo...
Além disso, se efectivamente existir alguma coisa no outro mundo, eu já vou de certeza parar à Cova da Moura lá do sítio, à conta da minha teoria de que os três pastorinhos não viram porra nenhuma, ou melhor, viram, mas porque:
a) os cogumelos da região são alucinogénicos,
b) se eu saísse de casa todos os dias às quatro da manhã, com nada mais que uma taça de sopas de cavalo cansado no bucho, também veria Nossas Senhoras debaixo de todas as oliveiras. Porra… até via o Elvis…
… de maneira que não vale a pena piorar a situação, ou arrisco-me a ser recebido pelos três pastorinhos armados com pedras e cajados, e terei de passar a eternidade a comer sopas de cavalo cansado com cogumelos, enquanto me roubam o carro…
Entretanto lá fora chove cada vez mais, e eu só consigo pensar neste desgraçado país a dar outra volta na cama, enquanto eu tenho de me aguentar à bomboca.
Eu sei que há malta que vai fazer ponte, enquanto eu nem posso sequer gozar uma trampa de um feriado!!!!!!
Espero que abram as torneiras do céu, este fim de semana! Espero que caia uma quantidade de água igual à dos quarenta dias e quarenta noites, mas desta vez em quatro dias!
Não haverão cacilheiros suficientes para albergar todos esse rabos preguiçosos...
Um dilúvio tão grande, tão grande, tão grande, mas tão grande… que arrebente com as auto-estradas e obrigue os alegres peregrinos de Vilamoura a irem para o Algarve pelas estradas nacionais, caminhos de cabras e Serra do Caldeirão!!!

…nem quero imaginar o texto que vou escrever em Agosto…

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Pescadores, caçadores e outros aldrabões

De acordo com um estudo elaborado em 17 países europeus pelo Social Issues Research Centre (Centro de Pesquisa de Assuntos Sociais), e que contou em Portugal com a participação do departamento de sociologia da Universidade do Porto, quatro em cada cinco portugueses garantem que não abdicam de sexo a favor de um jogo de futebol, ao contrário da nossa vizinha Espanha, onde 72% dos entrevistados não tiveram qualquer problema em admitir que, entre os dois desportos, preferem aquele em que o objectivo é mesmo meter as bolas dentro da baliza…
Ora bem, eu acho que isto pode ter alguma variedade de interpretações:
a) Somos os melhores e mais insaciáveis europeus, no que à dança das florzinhas e abelhinhas diz respeito
b) Somos o País europeu que consome mais Viagra
c) Somos o País europeu com mais aldrabões por metro quadrado
Eu não me quero estar a armar ao pingarelho, principalmente quando isto mete pelo meio o – certamente – conceituadíssimo Social Issues Research Centre e o departamento de sociologia da Universidade do Porto, mas gostava de saber qual foi a amostra utilizada para levar a cabo este estudo. Foi aleatória ou maioritariamente malta que não tem SportTV? Qual era a média de idades? De que clube eram adeptos? É que tudo isto pode condicionar um resultado. Tomemos por exemplo um indivíduo que seja adepto do Sporting, não tenha SportTv e viva em Moimenta da Beira: é óbvio que vai preferir uma sessão de sexo a ver aquele triste espectáculo. Entre isso e pastar ovelhas, é preferível o sexo.
A não ser que esteja um dia bonito e apetecível para ir moinar numa esplanada…
Quem diz do Sporting, diz do Porto, do Belenenses ou do Benfica, se bem que com estes últimos a coisa possa piar de forma diferente, ou mesmo, não piar de forma alguma porque aquela miséria deve tirar o entusiasmo a qualquer um, excepto ao Barbas…
E esperemos que esse prefira ver o jogo, ao invés de fazer qualquer coisa que resulte no nascimento de pequenos Barbinhas…
De certeza que quem tem canais descodificados prefere ver futebol durante o fim de semana inteiro, aproveitando os intervalos para alternar entre uma cervejola e uma posição diferente.
É absolutamente normal que em Espanha ou Inglaterra a malta prefira ver jogos de futebol a praticar sexo. Por vários motivos: é menos cansativo, de vez em quando podem mudar de canal, beber cerveja ao mesmo tempo sem que alguém se sinta insultado e, no caso de se tratar de um casamento de longa duração, de certeza que é menos enfadonho, menos repetitivo e mais emocionante.
Mais uma vez afirmo que não me quero armar em carapau de corrida, principalmente quando isto envolve o – sem dúvida alguma – ilustre Social Issues Research Centre e o departamento de sociologia da Universidade do Porto, mas acho que este estudo se esquece de um pormenor importante: e aqueles que fazem as duas coisas ao mesmo tempo? Com o campeonato português isso não é possível (apesar de a maior parte dos jogadores já depilarem as pernas), devido à fraca competitividade e pouca espectacularidade, mas tomemos como exemplo o campeonato Inglês e os adeptos do Manchester United: haverá coisa mais propícia para uma sessão de sexo do que ver uma bela equipa jogar um belo futebol?
Eu até acho que a performance da equipa pode estar directamente ligada à taxa de natalidade: se o Social Issues Research Centre decidir algum dia fazer um estudo – e eu espero que o faça – para determinar o exacto momento de concepção de todos os bébés que vão nascer em Manchester nos próximos meses, de certeza que vão descobrir, depois de fazerem as contas, que o exacto momento da concepção terá provavelmente sido durante uma cavalgada do Cristiano Ronaldo pela ala esquerda, e que, fatalmente acabou em golo… na baliza do campo e na baliza lá de casa.
No fundo o Puto Maravilha faz numa jogada, duas assistências para golo! Há dúvidas de que é realmente o melhor do mundo?
De certeza que o decréscimo da natalidade em Portugal está directamente ligado ao aumento do número de canais da SportTv, e das suas transmissões de futebol estrangeiro. Tudo isto bem investigadinho ainda vai revelar que o futebol português é o melhor e mais eficaz contraceptivo que existe: contra a gravidez indesejada, Sporting vs. Benfica!
Ejaculação precoce? Marítimo vs. Boavista!
Eu sempre ouvi dizer que a Época do Verão estimula a líbido e é propícia ao romance por causa do calor, das hormonas, etc…
Desenganem-se! É falta de futebol na televisão.
Não me venham cá com tangas que “preferem uma sessão de sexo a um jogo de futebol”!
Um jogo de futebol dura 90 minutos… mais compensações…
...sem contar com o intervalo, e no caso de não haver prolongamento e desempate por grandes penalidades…
Há que admiti-lo: se as duas coisas começarem ao mesmo tempo, o mais provável é uma delas estar despachada antes do primeiro fora de jogo, certo?
...
...
...Certo?

terça-feira, 13 de maio de 2008

PURTUGÁL!!!!!

Fiquei há pouco a saber, através de um jornal on-line, que numa arrojada iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol, o autocarro que transportará a Selecção Portuguesa / 10% Brasileira está estacionado no Parque das Nações, à disposição dos adeptos para que estes possam escrever no próprio autocarro, as suas mensagens de apoio à equipa.
Eu não sei de quem terá sido esta brilhante ideia, mas aplaudo desde já a iniciativa. Depois das bandeiras penduradas à janela, já carcomidas pelo sol e pela chuva, e hasteadas nas antenas dos automóveis, esvoaçando no meio das filas de trânsito para a praia, ao som do Hino Nacional, buzinadelas e insultos, eis que alguém se lembra de levar todo este colorido para os Alpes.
No fundo isto deve ser a forma de os jogadores se sentirem mais perto de casa, não obstante a maior parte deles jogar no estrangeiro.
Não deve haver nada mais contagiante e moralizador para um jogador de futebol do que saber que está a ser transportado num bloco de autógrafos em quatro rodas, cheio de garatujas desde os pneus até ao tejadilho.
Contudo, e apesar de achar esta iniciativa louvável, porque no fundo, é dar a oportunidade à malta mais fervorosa de sentir que está a contribuir com algo mais que hora e meia de cerveja e caracóis, e um ou outro insultozinho, há uma ou duas questões que me fazem uma certa confusão: a malta pode escrever o que quiser, ou há alguém a controlar a inspiração alheia? Se alguém decidir escrever na porta do autocarro qualquer coisa como: “Ó Petit, não jogas um C(…) seu caceteiro de M(…)!” o que é que acontece? A mensagem de apoio segue com a equipa, ou vem um indivíduo de bigode e ar sisudo, com um lápis azul, riscar a manifestação de apoio daquele adepto?
E escrevemos com o quê? Será que enquanto uns levam uma canetinha de acetato, outros poderão levar latas de tinta em spray para grafitar a sua mensagem? Ou a coisa é mais uniforme e toda a gente escreve com um prego, porque nunca se sabe se poderá chover e lá se vão as mensagens para o galheiro?
Será que pensaram na possibilidade de os pombos dos alpes serem parentes dos pombos da Baixa, e largarem excrementos tão corrosivos que o autocarro tenha de ser lavado duas vezes por dia?
Eu gostava que alguém me esclarecesse isto. Será que vão desenhar linhas no autocarro para escrevermos a direito, ou podemos fazer desenhos e coraçõezinhos nos “ii”? E haverá revisão ortográfica? É que se o pessoal escrever como escreve os SMS que manda para os programas televisivos, não ficará meia Europa a saber que somos o país mais iletrado da União Europeia? Tudo bem, estamos a falar de futebol e dos seus protagonistas, que dizem coisas como: “Penso que empatámos a dois golos… penso que merecíamos ganhar… penso que vamos continuar a trabalhar para atingir os nossos objectivos…” mas porra, será que vamos mandar os nossos Viriatos num autocarro tão cheio de cruzes e sublinhados vermelhos, que mais vai parecer um dos meus testes de matemática, apenas faltando, para isso, escrever "Satisfaz muito muito pouco"?
Ou será isto uma estratégia de intimidação aos adversários?
Porque, sejamos realistas, nem os brutamontes dos alemães deixarão de tremer ao ver a nossa equipa chegar num autocarro que parece ter sido vandalizado, e onde se poderão ler coisas como “Amadora power” ou “Antes paneleiro que lampião”.
Eu, pessoalmente, nunca ambicionei ser jogador da bola, mas devo confessar que agora até gostava de ser um dos eleitos de Scolari. Imaginem a quantidade de miúdas que vão escrever coisas como: “Ronaldo, telefona-me” e a seguir escrevem o número de telemóvel…
Nos tempos mortos do estágio sempre se pode trocar umas mensagens com alguém que não se preocupe uma beata com futebol, mas que queira servir de apoio a um ou dois jogadores. E isto é bonito…
Estas iniciativas de aproximação do povo à Selecção são maravilhosas, repletas de romantismo lusitano e eu estou aqui cheio de vontade de ir rabiscar a tinta daquele autocarro. As ideias pululam na minha cabeça e estou ansioso por deitá-las para o papel… perdão, carrossaria. Já decidi que, se por acaso, já não houver espaço para a minha garatuja no autocarro, vou escrever as minhas mensagens por todos os carros que encontrar estacionados por esse Portugal fora! Não há motivo nenhum para limitarmos a nossa criatividade a um único autocarro!
Aplaudo de pé esta iniciativa para soltar os Camões deste país, substituindo a pena por qualquer objecto afiado e o papiro pela chapa dos automóveis. Vale tudo para apoiar a Selecção…
Termino esta minha diarreia mental com uma dicazinha aos responsáveis da Federação: se por acaso estiverem a pensar, numa próxima competição, deixar a malta conduzir o autocarro, para “ter a noção do que é conduzir os craques”, esqueçam!
Uma coisa é soltar os Camões que existem dentro dos portugueses, outra bem diferente é soltar os “Carjackers” que temos dentro de nós.
Os rapazes têm de representar Portugal, mas isso não significa que sejam encontrados dentro de um veículo espetado numa caixa de Multibanco, certo?