Descobri há uns dias uma maravilhosa ferramentazinha, que me permite entre outras coisas, elaborar autênticos estudos de mercado e sondagens bastante apuradas sobre o tipo de desocupados que vai visitando este humilde pardieiro.
Não posso dizer que os resultados me tenham surpreendido por aí além, mas, houve efectivamente uma série de dados que me levaram a conclusões, no mínimo curiosas.
Como é óbvio, não é possível descortinar o Sexo, Idade, Profissão e Habilitações Literárias da malta que vem aqui. Também não foi possível chegar a grandes conclusões sobre o Estado Civil. Principalmente das miúdas, apesar das minhas insistências para que deixem nos comentários a altura, peso, cor dos cabelos, habilitações literárias, predisposição para fazer filmes amadores e o que pensam de fatos de cabedal… (Já agora relembro que uma foto de corpo inteiro, em bikini, substitui todos os anteriores). Não vale a pena. A abstenção é uma religião que se vai massificando, e fica aqui um gajo à nora sem saber quem é que o anda a pesquisar no Google – a Googlar, portanto.
Sendo assim, fica posta de parte a ideia que eu tinha de fazer um estudo de mercado para traçar o perfil das pessoas que vêm ler estas trampas.
A ideia era essa: descobrir que o meu target é maioritariamente composto por miúdas entre os vinte e os trinta anos, voluptuosas, com aspirações a actriz de cinema de baixo orçamento e solteiras, mas que, no caso de serem casadas, “nada está escrito em pedra, certo?”
Não foi possível, fica para uma próxima.
Mas não podia deixar de partilhar convosco os resultados que vim a descobrir:
Ora bem, é com muito orgulho que vos digo que, desde o dia 30 de Maio até hoje, este blog teve 124 visitas. É muita fruta e eu estou orgulhoso, sendo que, dessas visitas, 83 foram por acesso directo, o que significa que, 66,94 por cento das vezes que me clicaram, foi directamente para aqui.
Isso demonstra que “O mundo é a minha ostra” está a ganhar uma crescente visibilidade na blogoesfera.
Ou então essas 83 visitas foram feitas pelas mesmas cinco pessoas e meia que sabem quem eu sou, e vêm aqui por simpatia. Mas vamos acreditar na primeira opção.
Depois há também o método de pesquisa “Deixa lá ver o que é isto”, que é nada mais que o acesso feito através dos blogs com ligação para este. Esses correspondem a 17,74 por cento das visitas.
Pode não parecer muito, mas se tivermos em conta que só deve haver para aí um gajo ou dois que têm no seu espaço, um link para o meu, é um resultado avassalador.
Finalmente, o método de pesquisa “Epá, não era isto que eu queria”, que consiste em pesquisar no Google – Googlar, por assim dizer.
Essas visitas são as mais fascinantes, porque para além de ficar a saber que corresponde a 19 alminhas – 15,32 por cento das clicagens – também me permite ficar a saber qual foi o termo que pesquisaram no Google, e cujo resultado foi este blog.
Então com duas visitas, temos pessoas que pesquisaram, ou Googlaram as palavras “stanley kirk burrell” - MC Hammer, para os amigos que ainda se lembram dele.
Realmente eu escrevi umas patacoadas com este título, em que partilhava com o mundo (o meu mundo é pequeno) o que é feito desse tipo. E pelos vistos não sou o único a ter essa curiosidade, o que me deixa assaz contente, porque para dizer a verdade, estava a ficar assustado comigo mesmo.
Houve também quem pesquisasse o termo “cachorros tarados”. Eu não sei o que terá levado alguém a ir à internet pesquisar uma coisa dessas, mas deixo aqui um conselho para o caso de virem cá bater outra vez: esterilizem os bichos. Eu tenho, sim, um texto com um título parecido, cuja intenção, juntamente com a ilustração que o acompanha é fazer um trocadilho com cartaz do filme “Cães Danados”.
A malta não entendeu, mas tudo bem (o meu mundo, para além de pequeno, também é limitado).
Surpreendente foi descobrir que houve quem pesquisasse “a historia do ovo” e “historias com ovos”. Assim, sem acento. Eu tenho um texto com esse título – com acento – mas cheira-me que essa pessoa devia estar mesmo a querer saber as origens daquilo que come estrelado, escalfado e cozido, e não as minhas incursões infantis no campo da bigamia. Aquilo devia ser uma alminha profunda com dúvidas existenciais, à espera de encontrar no Google a resposta para o enigma milenar do ovo e da galinha.
Ou então andava mesmo à procura da origem dos ovos. Não sei se encontrou a resposta, porque, convenhamos, se eu tivesse nascido do mesmo sítio da galinha, não era história que eu andasse a alardear encostado ao balcão, no bar onde bebo copos.
“Como mandar currículo para o epa”. Epá, não sei. Eu nem escrevi nenhum texto com esse título, mas se alguém souber, dêem aqui uma ajudinha, porque isto parece importante, ok?
“Dinheiro em escudos”. Este desgraçado ainda deve fazer as contas do supermercado em escudos, e veio parar à minha epopeia com aquela moeda enferrujada de cem paus. Tente em euros amigo, vai ver que parece menos.
“Filme sobre ostra”. Já estou a tratar do argumento companheiro. Só falta arranjar quem queira pagar uma mega-produção sobre a minha vida. Mas sinto-me honrado com a sua ansiedade.
“Frases do filme as palavras que nunca te direi”. Epá... Mas estás mesmo à espera de conseguir engatá-la com frases dessas? Mais vale leres o meu blog, que o resultado é o mesmo…
A próxima pesquisa é, sem dúvida, a minha favorita: “isaac newton o'que acontecia no mundo” – sim, com o apóstrofe. Deve ter sido algum irlandês a passar férias em Vilamoura. E o que é que acontecia no mundo? Nada mais simples. Andávamos todos a flutuar pela estratosfera, até que o senhor nos fez o favor de descobrir a Lei da Gravidade, e passámos todos a andar com os pés no chão. Esclarecido?
Finalmente, a cereja em cima do bolo: os conteúdos sexuais. Mesmo no fim das pesquisas aparecem os termos “miudas sexo” e “miudas a fazer sexo”. Bom, acho que há aqui um mal-entendido. Eu pesquisei o termo “miudas a fazer sexo”, e realmente aparece na lista, num honroso quarto lugar, um texto meu, mas a enaltecer a capacidade das miúdas em “fazer sexo” misericordioso e distinguir entre as várias classes de ovos. Mas tudo bem, fico muito honrado com o facto de haver alguns desgraçados que vivem em sótãos escuros e bafientos que pensam: “Bom, apetece-me ver miúdas a fazer sexo. Onde é que eu vou? Já sei! N´“O Mundo é a minha ostra”! Há lá disso à fartazana…”
Outra das coisas interessantes que descobri, foi a localização dos meus leitores. Tive 107 visitas de Portugal, sendo que Lisboa é, aparentemente, a cidade mais desocupada e menos produtiva do país, seguida de muito longe por Seixal, Barreiro, Sacavém – fiz lá um Bar Mitzvah, há uns meses – Almada, Maia e Tomar.
Fiquei também a saber que tenho leitores no Brasil, Luxemburgo, França e… Líbano.
É verdade, a cidade de Tripoli agraciou-me com quatro visitas nos últimos dias.
Alguém sabe onde vive o Khadaffi? É que eu estou a ficar com receio de ter escrito alguma coisa que ofendesse o senhor, como por exemplo, a minha tese sobre as aparições de Fátima.
Era a brincar Senhor General.
Isso talvez explique o facto de ontem ao almoço, me terem posto em cima da mesa um lata de Coca-Cola com o texto escrito em Árabe. A senhora do restaurante disse que só havia daquelas no Grossista, e eu acreditei, relacionado-o com o aumento dos combustíveis. O estranho é que a lata ainda tinha, não uma daquelas patilhas de abertura que entram para dentro da dita lata, mas sim uma daquelas que se destacam completamente, à maneira de uma granada, e – I shit you not – quando saquei a patilha, a lata fez o barulho de uma explosão!
Saiu fumo e tudo, mas eu pensei que fosse gás…
Não foi uma coisa digna de um filme com o Steven Seagal, mas foi bastante assustador para uma lata de 33 CL.
Posso afirmar, de ego inchado, que sou um autor conhecido em pelo menos dois dos quatro cantos do mundo, e se isto não é suficiente para me começarem a inundar isto com fotografias em bikini, então algo está errado no mundo!
Por favor, corrijam-no depressa…
Não posso dizer que os resultados me tenham surpreendido por aí além, mas, houve efectivamente uma série de dados que me levaram a conclusões, no mínimo curiosas.
Como é óbvio, não é possível descortinar o Sexo, Idade, Profissão e Habilitações Literárias da malta que vem aqui. Também não foi possível chegar a grandes conclusões sobre o Estado Civil. Principalmente das miúdas, apesar das minhas insistências para que deixem nos comentários a altura, peso, cor dos cabelos, habilitações literárias, predisposição para fazer filmes amadores e o que pensam de fatos de cabedal… (Já agora relembro que uma foto de corpo inteiro, em bikini, substitui todos os anteriores). Não vale a pena. A abstenção é uma religião que se vai massificando, e fica aqui um gajo à nora sem saber quem é que o anda a pesquisar no Google – a Googlar, portanto.
Sendo assim, fica posta de parte a ideia que eu tinha de fazer um estudo de mercado para traçar o perfil das pessoas que vêm ler estas trampas.
A ideia era essa: descobrir que o meu target é maioritariamente composto por miúdas entre os vinte e os trinta anos, voluptuosas, com aspirações a actriz de cinema de baixo orçamento e solteiras, mas que, no caso de serem casadas, “nada está escrito em pedra, certo?”
Não foi possível, fica para uma próxima.
Mas não podia deixar de partilhar convosco os resultados que vim a descobrir:
Ora bem, é com muito orgulho que vos digo que, desde o dia 30 de Maio até hoje, este blog teve 124 visitas. É muita fruta e eu estou orgulhoso, sendo que, dessas visitas, 83 foram por acesso directo, o que significa que, 66,94 por cento das vezes que me clicaram, foi directamente para aqui.
Isso demonstra que “O mundo é a minha ostra” está a ganhar uma crescente visibilidade na blogoesfera.
Ou então essas 83 visitas foram feitas pelas mesmas cinco pessoas e meia que sabem quem eu sou, e vêm aqui por simpatia. Mas vamos acreditar na primeira opção.
Depois há também o método de pesquisa “Deixa lá ver o que é isto”, que é nada mais que o acesso feito através dos blogs com ligação para este. Esses correspondem a 17,74 por cento das visitas.
Pode não parecer muito, mas se tivermos em conta que só deve haver para aí um gajo ou dois que têm no seu espaço, um link para o meu, é um resultado avassalador.
Finalmente, o método de pesquisa “Epá, não era isto que eu queria”, que consiste em pesquisar no Google – Googlar, por assim dizer.
Essas visitas são as mais fascinantes, porque para além de ficar a saber que corresponde a 19 alminhas – 15,32 por cento das clicagens – também me permite ficar a saber qual foi o termo que pesquisaram no Google, e cujo resultado foi este blog.
Então com duas visitas, temos pessoas que pesquisaram, ou Googlaram as palavras “stanley kirk burrell” - MC Hammer, para os amigos que ainda se lembram dele.
Realmente eu escrevi umas patacoadas com este título, em que partilhava com o mundo (o meu mundo é pequeno) o que é feito desse tipo. E pelos vistos não sou o único a ter essa curiosidade, o que me deixa assaz contente, porque para dizer a verdade, estava a ficar assustado comigo mesmo.
Houve também quem pesquisasse o termo “cachorros tarados”. Eu não sei o que terá levado alguém a ir à internet pesquisar uma coisa dessas, mas deixo aqui um conselho para o caso de virem cá bater outra vez: esterilizem os bichos. Eu tenho, sim, um texto com um título parecido, cuja intenção, juntamente com a ilustração que o acompanha é fazer um trocadilho com cartaz do filme “Cães Danados”.
A malta não entendeu, mas tudo bem (o meu mundo, para além de pequeno, também é limitado).
Surpreendente foi descobrir que houve quem pesquisasse “a historia do ovo” e “historias com ovos”. Assim, sem acento. Eu tenho um texto com esse título – com acento – mas cheira-me que essa pessoa devia estar mesmo a querer saber as origens daquilo que come estrelado, escalfado e cozido, e não as minhas incursões infantis no campo da bigamia. Aquilo devia ser uma alminha profunda com dúvidas existenciais, à espera de encontrar no Google a resposta para o enigma milenar do ovo e da galinha.
Ou então andava mesmo à procura da origem dos ovos. Não sei se encontrou a resposta, porque, convenhamos, se eu tivesse nascido do mesmo sítio da galinha, não era história que eu andasse a alardear encostado ao balcão, no bar onde bebo copos.
“Como mandar currículo para o epa”. Epá, não sei. Eu nem escrevi nenhum texto com esse título, mas se alguém souber, dêem aqui uma ajudinha, porque isto parece importante, ok?
“Dinheiro em escudos”. Este desgraçado ainda deve fazer as contas do supermercado em escudos, e veio parar à minha epopeia com aquela moeda enferrujada de cem paus. Tente em euros amigo, vai ver que parece menos.
“Filme sobre ostra”. Já estou a tratar do argumento companheiro. Só falta arranjar quem queira pagar uma mega-produção sobre a minha vida. Mas sinto-me honrado com a sua ansiedade.
“Frases do filme as palavras que nunca te direi”. Epá... Mas estás mesmo à espera de conseguir engatá-la com frases dessas? Mais vale leres o meu blog, que o resultado é o mesmo…
A próxima pesquisa é, sem dúvida, a minha favorita: “isaac newton o'que acontecia no mundo” – sim, com o apóstrofe. Deve ter sido algum irlandês a passar férias em Vilamoura. E o que é que acontecia no mundo? Nada mais simples. Andávamos todos a flutuar pela estratosfera, até que o senhor nos fez o favor de descobrir a Lei da Gravidade, e passámos todos a andar com os pés no chão. Esclarecido?
Finalmente, a cereja em cima do bolo: os conteúdos sexuais. Mesmo no fim das pesquisas aparecem os termos “miudas sexo” e “miudas a fazer sexo”. Bom, acho que há aqui um mal-entendido. Eu pesquisei o termo “miudas a fazer sexo”, e realmente aparece na lista, num honroso quarto lugar, um texto meu, mas a enaltecer a capacidade das miúdas em “fazer sexo” misericordioso e distinguir entre as várias classes de ovos. Mas tudo bem, fico muito honrado com o facto de haver alguns desgraçados que vivem em sótãos escuros e bafientos que pensam: “Bom, apetece-me ver miúdas a fazer sexo. Onde é que eu vou? Já sei! N´“O Mundo é a minha ostra”! Há lá disso à fartazana…”
Outra das coisas interessantes que descobri, foi a localização dos meus leitores. Tive 107 visitas de Portugal, sendo que Lisboa é, aparentemente, a cidade mais desocupada e menos produtiva do país, seguida de muito longe por Seixal, Barreiro, Sacavém – fiz lá um Bar Mitzvah, há uns meses – Almada, Maia e Tomar.
Fiquei também a saber que tenho leitores no Brasil, Luxemburgo, França e… Líbano.
É verdade, a cidade de Tripoli agraciou-me com quatro visitas nos últimos dias.
Alguém sabe onde vive o Khadaffi? É que eu estou a ficar com receio de ter escrito alguma coisa que ofendesse o senhor, como por exemplo, a minha tese sobre as aparições de Fátima.
Era a brincar Senhor General.
Isso talvez explique o facto de ontem ao almoço, me terem posto em cima da mesa um lata de Coca-Cola com o texto escrito em Árabe. A senhora do restaurante disse que só havia daquelas no Grossista, e eu acreditei, relacionado-o com o aumento dos combustíveis. O estranho é que a lata ainda tinha, não uma daquelas patilhas de abertura que entram para dentro da dita lata, mas sim uma daquelas que se destacam completamente, à maneira de uma granada, e – I shit you not – quando saquei a patilha, a lata fez o barulho de uma explosão!
Saiu fumo e tudo, mas eu pensei que fosse gás…
Não foi uma coisa digna de um filme com o Steven Seagal, mas foi bastante assustador para uma lata de 33 CL.
Posso afirmar, de ego inchado, que sou um autor conhecido em pelo menos dois dos quatro cantos do mundo, e se isto não é suficiente para me começarem a inundar isto com fotografias em bikini, então algo está errado no mundo!
Por favor, corrijam-no depressa…
