terça-feira, 12 de maio de 2009

"Mais uma que acreditou no namorado"

Para além de ser o título deste post, é também o título de sensivelmente, vinte por cento dos e-mails que recebo. O conteúdo, esse, é geralmente o resultado de animadas sessões fotográficas em que alguma moçoila, no auge da sua loucura apaixonada, deixa sair cá para fora, entre outros atributos, a Jenna Jameson que existe dentro de si, e se deixa fotografar em pelota, assumindo toda uma variedade de poses a serem fotografadas por algum rapazola que, mal acreditando na sua sorte, se vai armando em Helmut Newton fotografando a Marilyn Monroe, de telemóvel com câmera de dois megapixels em punho, enquanto mentalmente agradece a todos os Santinhos que conhece por tão maravilhosas condições de iluminação sobre uma série de sítios onde o sol geralmente não brilha, e lhes promete, solenemente, passar a abrir a porta a todas as Testemunhas de Jeová que passarem lá por casa.
Até aqui tudo bem. É perfeitamente normal que duas pessoas com interesses e sensibilidades artísticas semelhantes colaborem no sentido de criar algo em conjunto. Uma obra de arte cuja essência seja o reflexo das suas sensibilidades, emoções, anseios e, neste caso, excitação comuns.
Como Andy Warhol e Edie Sedgwick, os Velvet Underground e Nico, Woody Allen e Mia Farrow, Tommy Lee e Pamela Anderson, Paris Hilton e o marido da outra, e por aí fora. Eu acho bonito este culto da musa inspiradora. Não deve haver nada mais motivante ou que nos estimule mais a veia artística e criativa que a existência desse magnífico ente que é a Musa Inspiradora.
Todos os grandes artistas as tiveram. Lindas. Inspiradoras. Geradoras de calafrios de gelo e calor. Simultâneos. Múltiplos. Com alguma sorte...
No meu caso, não sendo um grande artista de porra nenhuma, a única musa inspiradora que me faz realmente funcionar é o Prazo de Entrega.
Concedo que não será a mais bela das musas, mas também me faz dar ao cabedal e também me provoca toda a espécie de calafrios e suores, se bem que tal não se deva tanto à carga erótica que se acumula entre nós, mas à quantidade de cafeína que ingiro como se fossem os Vicodins do médico coxo da TV.
Contudo, e aqui é que jaz o busílis da questão, no caso dos
fotógrafos e pin-ups caseiras/amadoras, a malta geralmente só tem acesso ao catálogo fotográfico quando a dupla se desfaz por, digamos, divergências criativas.
Só então um dos elementos do duo dinâmico se decide a publicar o seu trabalho. Geralmente é ele, o fotógrafo, que, fazendo jus à velha máxima "Contar à malta é metade do gozo", manda às urtigas todas aquelas promessas, feitas em surdina "Ó querida, é só para nós..." e cá vai alho! Fotos na net para toda a gente ver, e, quem sabe, queimar a carreira da pobre desgraçada que, aos olhos todos os outros potenciais fotógrafos à procura de novos talentos, já não trará nada de novo ao seu trabalho e, pior ainda, na eventualidade de a história se repetir, ainda serão acusados de plágio, assim que mandarem a primeira foto para os amigos.
Ora, quem aparentemente poderá vir a ser acusado de plágio é o próximo Gangsta Rap que deitar a unha à Riahnna, uma vez que, de acordo com um jornal on-line, algumas fotos de uma dessas sessões, tiradas pela própria em frente ao espelho, terão surgido na net, com as suspeitas a recaírem sobre o ex-namorado que terá sido despachado depois de descobrir que afinal a rapariga não alinhava na cena do tau-tau, e a quem toda a comunidade fashion pimp dos américas aconselhou a encomendar a alma ao Criador.
Claro está que o jovem já veio negar veementemente - sempre quis escrever isto, mas nunca tive a certeza de como se escreve, e continuo na dúvida, mas que se lixe... - ter algo a ver com o assunto.
Até aposto que usou a velha desculpa de ter mandado o computador para arranjar e não se lembrou de passar as fotos para uma pen. Ou então a desculpa do vírus por msn.
Seja como for, era capaz de apostar que esta, nunca mais tira fotos despida, a não ser que sejam, nas palavras de própria "Under my umbrella, ...ella, ...ellla... eh..., eh..., eh...", sob pena de as mesmas se tornarem em milhões de "forward, forward, forward... UHUH!" - (aqui, entoação Homer Simpson)

Não coloquei o link para o catálogo fotográfico da Riahnna porque sou daqueles que acreditam que a verdadeira arte, deve ser alvo de uma busca incansável e, por vezes, interminável.

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