terça-feira, 9 de outubro de 2007

Pop quiz

Vocês lembram-se daquelas revistas para raparigas adolescentes que haviam há uns anos atrás, que davam pelo nome de “Ragazza”, “Teenager”, “Super Teen”, “Teenager Borbulhenta” e por aí fora?
Eu posso afirmar sem ponta de exagero, que não tive uma namorada ou pseudo-namorada, entre os meus quinze e dezanove anos, que não torrasse dinheiro nessas trampas. Eu bem lhes dizia: “Mas ó fofucha… Com esse dinheiro compramos duas litrosas e um maço de tabaco…”.
Mas qual quê… Assim que passavam em frente a uma papelaria, lá entravam elas, de sorriso na cara e olhinhos brilhantes, a comprar revistas que traziam na capa o Johnny Depp, o Brad Pitt e os New Kids on the Block.
Eu raramente gastava o meu rico dinheirinho em revistas, mas quando o fazia, era em revistas com artigos sobre a Pamela Anderson ou a Cindy Crawford.
Mas lia os artigos, depois de ter dissecado as fotografias. Elas não. Não ligavam puto ao que lá vinha escrito! A primeira página em que elas abriam a sacana da revista, era a dos testes!
O que eu sofri com esses malditos testes da “Ragazza”!

Porque é que nunca puseram uma notinha de rodapé, em tom de advertência, que as informasse que aquilo era tudo tanga, e que eu não era – ao contrário do que dizia o resultado do teste “Que espécie de namorado é o teu?” – alguém que tão depressa estava com ela, como a seguir corria para os braços da sua melhor amiga?
Por mais que tentasse evitar, obrigavam-me sempre a responder às perguntas.
Eu bem tentava escolher as respostas que, conjugadas no final, me pareciam menos prováveis de dar problemas. Em vão. Mesmo fazendo uso de toda a capacidade de antecipação, para escolher aquelas que eu julgava serem as respostas que melhor as contentariam - mesmo não sendo sincero - saía-me sempre o tiro pela culatra, e o resultado variava sempre entre o “Ele até gosta de ti, mas…” e o “Começa a procurar na tua turma um colega interessante… Nunca se sabe…”.

Aquela maltinha das revistas lembrava-se das perguntas enquanto ia à casa de banho, e eu é que levava depois com o “Tratamento de silêncio”!
Ora, como agora não tenho de dar cavaco a quem quer que seja, já não me chateia nada fazer esse tipo de testes. Não os da “Ragazza”, como é óbvio. Suponho que iria parecer suspeito um gajo da minha idade entrar numa papelaria para comprar a “Ragazza”. Imagine-se o que a senhora do balcão iria pensar. Mas falaram-me há uns tempos atrás de uns testes do site da Rádio Comercial, que me pareceram interessantes, e que, vindos de uma entidade tão respeitável e antiga do meio radiofónico português, só podiam ser uma coisa séria.
Entrando no site da dita rádio, deparei-me imediatamente com uma lista de testes, que pelo seu título, logo me deram a entender ser uma coisa assim, científica. Assim uma espécie de Testes de Rorschach
Mas diferentes.
O primeiro a chamar-me a atenção foi: “Qual a sua probabilidade de ficar milionário?
Mas nem me preocupei com este, uma vez que até já sei a resposta...
Depois havia o “Se fosse uma música do Marco Paulo, qual seria?”. Este não fiz, porque sinceramente, acho que prefiro não saber…
Mas fiz o “Se fosse um one hit wonder dos anos oitenta, qual seria?”.
Este sim, interessou-me! Respondi a tudo sem mentir!
E sabem vocês qual foi o resultado?
Você é "Take On Me" dos A-Ha (1985):” Ah-ah, pois sou…
Estes testes são de uma precisão assustadora! Vejam lá se os senhores da Rádio Comercial não adivinharam, através das minhas respostas, que esta é realmente uma das minhas músicas (e vídeos) preferida? Eu delirava com o vídeo, quando era miúdo. Ainda hoje acho aquilo delicioso, e sempre que o vislumbro na televisão, colo-me ao ecrã, como uma adolescente sonhadora e borbulhenta.
E de seguida, passam a dar a explicação: “O seu lema é o de nunca perder a sua pose sempre muito cool. Gosta de impor respeito naqueles que o rodeiam e é capaz daqueles olhares que congelam (no bom ou no mau sentido) o seu alvo. De espírito prático mas por vezes demasiado durão.
E eu que pensava que o “Take on Me” era apenas uma banda desenhada musical… Mas não… O indivíduo “Take on Me”, afinal é um gajo de uma coolness incomparável e de olhar profundo, capaz de desarmar a mais dura carapaça de indiferença…
Gostava de saber é se resulta com soutiãs…
Vou começar a treinar em frente ao espelho, esta minha recém-descoberta capacidade, para que da próxima vez que sair à noite, nenhuma miúda resista ao meu magnetismo animal, e todos os gajos se afastem para eu ser atendido primeiro no bar.
O teste seguinte consistia em descobrir que mítica série dos “Eighties” eu seria. Pois bem. Agarrem-se às cadeiras…
Eu seria… “The A Team”!
Você gosta de trabalhar em equipa. Amigo dos seus amigos, tem grande espírito de camaradagem e adora dar uma boa gargalhada. Porém, para quem está fora do seu grupo de amigos você acaba por parecer um bocado bizarro. Oh, mas o que é que há de mal numa explosãozita inocente para animar o dia?
Ora bem… Bizarro? Tanto também não… Vamos lá, só porque costumo ser apanhado a conversar com o Homenzinho Verde que vive na minha cabeça, não é motivo para insultos. Além disso, eu não percebo pevas de explosivos…
O que é, é que a malta não compreende…

Mas nas sábias palavras de B.A. Baracus – o grandalhão de “The A Team” – “I pitty those fools”!
Um outro teste que me pareceu deveras interessante foi: “Que frase de engate você seria?
Bom… aqui aprendi uma lição de vida. Todos os anos que passei a tentar engatar miúdas com frases como: “Essa blusa ficava um espanto espalhada pelo chão do meu quarto” e “Não tenho uma Pick-up, mas ficarias espantada com o que se consegue fazer no banco de trás de um dois cavalos”, foram um absurdo de tempo perdido, porque segundo o resultado, a frase de engate que melhor me define, tendo em conta a minha timidez, é: “Estou a lutar desesperadamente contra o impulso de fazer de ti a mulher mais feliz do mundo, esta noite” – e continua - “você é aquilo que pode ser considerada uma pessoa fofinha.... A melhor técnica de engate é ser simpático para o seu “alvo” e estar disposto a conversar. Mas conversar MESMO!
Claro que seria conversar MESMO! Como é que se conversa NÃO MESMO?
O Fofinho também me surpreendeu. Nunca me chamaram fofinho… Quando muito um “Olha mais um engraçadinho…” E a parte do “Esta noite” também me parece exagerada… A noite toda?
Não bastam, sei lá, quatro ou cinco minutos da tal felicidade?
Que música romântica você seria?”. Foi com enorme tristeza que descobri que não sou do género “Na minha cama com ela”. Ao invés sou um gajo “She” de Elvis Costello.
Para si uma relação é uma autêntica montanha russa, sempre entre os momentos de felicidade e os momentos negros. Você nem sempre sabe o que esperar da pessoa amada... mas aprendeu a gostar do friozinho na barriga causado por tantas incertezas.
Montanha russa… Vamos lá… Eu tenho o estômago fraco senhores. Acho que desta vez se enganaram e o friozinho no estômago é falta de comprimidos para o enjôo.
Vá lá minha gente, tudo a correr a fazer os testes.
Nunca se sabe se não há por aí a minha alma gémea:
uma B.A. Baracus de olhar gélido, que seja fofinha e goste de fazer explodir merdas ao som... disto...



http://radiocomercial.clix.pt/animar/testes/hit_80/index.aspx

4 comentários:

Anônimo disse...

Isso mais um bacanal!!
Tua alma gemea não devo ser lolada!!Mas adoro a musica. bjx

Anônimo disse...

Isso parece mais um bacanal!!
Tua alma gemea não devo ser lolada!!Mas adoro a musica. bjx

Anônimo disse...

Tu, Mr T? Amigo, tens de sair mais, mt mais.
E esquece se pensas k te chamarei "fofinho" pq a porra de um quiz disse k eras!
Dasse....

______ disse...

Quem é que quer ser o Mr T, quando se tem um olhar penetrante, e se nasceu abençoado com uma coolness "Take on me"?
You Fool!!