É pior que um pescador: “Eu saquei esta, comi aquela, sou isto e faço aquilo…”
Ele realmente faz: azucrina o juízo à malta, e já ninguém o consegue aturar. Já pensámos em denunciá-lo como terrorista, molestador de velhinhas ou até membro do Gang do Multibanco. Anda tudo fartinho deste gajo… Até já demos o número de telefone dele a um programa de apanhados da rádio.
Tem uma gargalhada irritante. Faz lembrar as hienas do “Rei Leão”.
Conta piadas parvas e ri-se a seguir, alarvemente. Por vezes solta perdigotos.
Isto não seria tão grave se o gajo não se tivesse virado na direcção do meu azimute, na passada Sexta-feira.
Ora, eu sou um gajo porreiro e alinho nas brincadeiras, como tal, passei a tratá-lo por minha “Bitch”: “Cala-te bitch”, “Não falas assim com o teu marido, bitch!” e “Estás a precisar de levar umas chicotadas, minha bitch!” - em tom de brincadeira, claro... na esperança de que o gajo me largasse da mão...
O problema é que este gajo, para além de ser melga, também sofre de falta de originalidade, e não arranjou por si próprio, respostas à altura para o nosso confronto. E adoptou, como seus, os meus insultos. De forma insultuosa, diga-se. De cada vez que passava por ele, lá tinha de ouvir uma das minhas piadas vindas de boca alheia, o que, convenhamos, pelo menos para mim é chato!
A mim, podem acusar-me de tudo, menos de falta de originalidade. Mesmo nos insultos.
Já estava tão farto de o ouvir, que, num acesso de imaginação virada para o insulto, sentei-me ao computador e esgalhei em dois minutos um dístico em tamanho A4 para colar à socapa no pára-choques traseiro do seu Ford Focus.
Foi na Sexta-feira à tarde, portanto hoje – Segunda-feira - vinha preparado para ter de o aturar por causa da piada.
Qual não foi o meu espanto quando, ao chegar de manhã, vejo que o papelucho de tamanho A4 e bem colorido, ainda se encontrava colado ao pára-choques.
O gajo passou o fim de semana todo com aquilo pespegado no carro e nem ele nem a família deram pela coisa…
Estou a imaginá-los a entrar no parque subterrâneo de uma superfície comercial, com aquela treta colada no pára-choques, de vidro aberto, ouvindo a rádio dos grandes êxitos dos anos oitenta, bem alto, como eu sei que é seu hábito.
Ou parados num semáforo… Será que não acharam estranho a risota vinda dos outros carros? Ou alguma eventual buzinadela?
Mas comecei a achar que exagerei na retaliação… E considerei seriamente a hipótese de retirar o papelucho colorido da traseira do seu carro, e não dizer nada...
Até entrar no escritório!
A primeira coisa que ouvi, depois de ligar o computador, foi a voz do energúmeno: “Então ó bitch? O fim de semana foi bom? Divertiste-te muito, ó Bitch?”

A diversão começou agora… Bitch...
Tem uma gargalhada irritante. Faz lembrar as hienas do “Rei Leão”.
Conta piadas parvas e ri-se a seguir, alarvemente. Por vezes solta perdigotos.
Isto não seria tão grave se o gajo não se tivesse virado na direcção do meu azimute, na passada Sexta-feira.
Ora, eu sou um gajo porreiro e alinho nas brincadeiras, como tal, passei a tratá-lo por minha “Bitch”: “Cala-te bitch”, “Não falas assim com o teu marido, bitch!” e “Estás a precisar de levar umas chicotadas, minha bitch!” - em tom de brincadeira, claro... na esperança de que o gajo me largasse da mão...
O problema é que este gajo, para além de ser melga, também sofre de falta de originalidade, e não arranjou por si próprio, respostas à altura para o nosso confronto. E adoptou, como seus, os meus insultos. De forma insultuosa, diga-se. De cada vez que passava por ele, lá tinha de ouvir uma das minhas piadas vindas de boca alheia, o que, convenhamos, pelo menos para mim é chato!
A mim, podem acusar-me de tudo, menos de falta de originalidade. Mesmo nos insultos.
Já estava tão farto de o ouvir, que, num acesso de imaginação virada para o insulto, sentei-me ao computador e esgalhei em dois minutos um dístico em tamanho A4 para colar à socapa no pára-choques traseiro do seu Ford Focus.
Foi na Sexta-feira à tarde, portanto hoje – Segunda-feira - vinha preparado para ter de o aturar por causa da piada.
Qual não foi o meu espanto quando, ao chegar de manhã, vejo que o papelucho de tamanho A4 e bem colorido, ainda se encontrava colado ao pára-choques.
O gajo passou o fim de semana todo com aquilo pespegado no carro e nem ele nem a família deram pela coisa…
Estou a imaginá-los a entrar no parque subterrâneo de uma superfície comercial, com aquela treta colada no pára-choques, de vidro aberto, ouvindo a rádio dos grandes êxitos dos anos oitenta, bem alto, como eu sei que é seu hábito.
Ou parados num semáforo… Será que não acharam estranho a risota vinda dos outros carros? Ou alguma eventual buzinadela?
Mas comecei a achar que exagerei na retaliação… E considerei seriamente a hipótese de retirar o papelucho colorido da traseira do seu carro, e não dizer nada...
Até entrar no escritório!
A primeira coisa que ouvi, depois de ligar o computador, foi a voz do energúmeno: “Então ó bitch? O fim de semana foi bom? Divertiste-te muito, ó Bitch?”

A diversão começou agora… Bitch...

5 comentários:
Queres que lhe dê um tiro nos joelhos? Hj tou para isso.
Ou então mete o nº dele num site gay ou assim.
Abraços, bitch
até tens jeito para design gay...lololol ;-)
Muito obrigado pelo elogio.
Mas talvez o mais preocupante não seja o meu talento, e sim a tua capacidade de APRECIAR design Gay...
...vê lá isso...
Tu quando queres sabes ser um romantico (lolol). eu tenho um amigo gay que adoraria conheçe-lo!!! ehehehehe
Hein, já te safaste, não, compadre?
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