Digam e pensem o que quiserem. Armem-se em durões de cacete numa mão enquanto a outra se prepara para assentar uns sopapos em alguém nos intervalos entre coçar as partes baixas e escarafunchar a narina esquerda… As evidências falam por si: as mulheres são, sem sombra de dúvida, O Sexo Forte. Não escrevo isto com o intuito de haver alguma leitora que se comova e me dê alguma abébia. Não é nada disso. Até porque as leitoras que tenho, conheço-as todas pessoalmente - são cerca de… uma – e sendo minha mãe, não conta para esses efeitos. Talvez um dia, quando este estaminé se tornar num livro, daqueles que esgotam nos escaparates dos hipermercados, eu tenha mais sorte. Certamente terei mais hipóteses de isso acontecer durante uma sessão de autógrafos no corredor dos produtos de limpeza de uma superfície comercial, do que a escrever anonimamente.
Mas enquanto isso não acontece, digo-o de forma desinteressada, repito, desinteressada: as mulheres são O Sexo Forte.
E porque raio afirmo eu algo que me poderá valer dolorosos dissabores quando, logo à noite eu entrar na associação columbófila lá do bairro? Muito simples: elas sabem a diferença entre as várias classes de ovos, e sabem especificamente qual nos devem mandar comprar. Como se o quotidiano de qualquer pessoa não fosse já complicado o suficiente, os supermercados ainda nos fazem perder tempo a olhar para as prateleiras dos ovos, com o olhar meio perdido, roendo a unha do indicador direito, e tentando desesperadamente parecer que sabemos o que estamos a fazer. Classe A, classe B, XL, M, mais amarelo, menos castanho… irra! São Ovos, porra! Vêm todos do mesmo sítio da galinha! Acham que não temos mais nada que fazer? Ontem perdi vinte minutos no supermercado a tentar decifrar qual seria a melhor combinação preço / qualidade. Por fim desisti, e acabei por me limitar a escolher uma caixa que não contivesse ovos partidos. E saí feliz comigo mesmo, por ter resolvido mais uma das dificuldades que a vida nos coloca. Mas uma mulher ter-se-ia desenrascado bem melhor. Em contrapartida, demorei cerca de vinte micro-segundos a escolher entre cerveja com ou sem álcool, branca ou preta. E isto deveria ser o máximo de dificuldade existente numa escolha de supermercado – “Olha que duas belas raparigas que ali vão. Qual é que eu vou seguir, como maníaco tresloucado que sou? Uma é loira, a outra é morena, uma leva no carrinho pacotes de gomas, a outra leva aperitivos de queijo. Uma leva caixas de preservativos, a outra leva a última obra da Margarida Rebelo Pinto… OK, está decidido!” Por que se há-de complicar tudo com questõezinhas de treta? - “Olha, aquela rapariga parece ter mamas XL. Mas a outra tem todo o ar saudável de uma Classe A.” Não compliquem!
Só as mulheres (e alguns indivíduos que apregoam no seu HI5: Favourite movie – Brokeback Mountain) sabem a diferença entre as várias classes de ovos. Isso é louvável e faz delas, sem sombra de dúvida, O Sexo Forte. Nós só queremos bola e cerveja… Elas, em contrapartida, querem “A cidade dos anjos” e capuccinos. Também sabem engravidar... E suportam as dores de parto… Este é talvez o único ponto em que podemos discutir com elas: as dores de parto devem ser chatas, mas nada de especial quando comparadas com uma bolada nos tomates. Além disso, assim que o rebento sai cá para fora, acabam-se, e só voltam a ser relembradas como algo inglório, quando o petiz chumba no sétimo ano ou decide que quer ser bailarina. A bolada nos tintins é mais complicada: acompanha-nos como um papão durante toda a vida. Quando por exemplo, alguma miúda sente misericórdia de mim, assalta-me sempre o pânico de que aquela bolada no oitavo ano, em que me armei em esperto e decidi jogar a defesa central - quando a minha posição natural no campo é agarrado ao comando da playstation – se vá reflectir precisamente nesse momento. Comparadas com isto, as dores de parto não passam de uma dorzinha de dentes. Isto leva-nos a outra vantagem inerente às mulheres: elas são capazes de fazer Sexo Misericordioso. Nós não! Ou estamos entusiasmados ou não há altruísmo suficiente no mundo que “nos” ajude. Elas por sua vez, mesmo que não estejam para aí viradas, podem num acesso de misericórdia, virar-se, para serem galardoadas com os melhores trinta segundos da “nossa” vida. Ouço alguém torcer o nariz ao conceito de Sexo Misericordioso? Pois fiquem sabendo que o Sexo Misericordioso (basicamente, o único que tive até hoje…) tem uma maior taxa de sucesso que a maior parte dos governos de qualquer país: segundo um estudo da ONU, pelo menos metade dos intervenientes afirmam ficar satisfeitos no final. Uma taxa de satisfação de 50% não é de desprezar… O mundo seria um local bem mais aprazível se mais mulheres governassem. Provavelmente teríamos uma guerra nuclear a cada vinte e cinco dias, mas as campanhas eleitorais seriam sem dúvida mais toleráveis, sem Valentim Loureiro aos berros e com farpelas mais elegantes que as de Miguel Portas.
E agora que acabei a minha dissertação de hoje, vou ver se a minha mãe já leu isto, e me deixa finalmente entrar em casa, para não ter de ir ver a bola no café.
Mas enquanto isso não acontece, digo-o de forma desinteressada, repito, desinteressada: as mulheres são O Sexo Forte.
E porque raio afirmo eu algo que me poderá valer dolorosos dissabores quando, logo à noite eu entrar na associação columbófila lá do bairro? Muito simples: elas sabem a diferença entre as várias classes de ovos, e sabem especificamente qual nos devem mandar comprar. Como se o quotidiano de qualquer pessoa não fosse já complicado o suficiente, os supermercados ainda nos fazem perder tempo a olhar para as prateleiras dos ovos, com o olhar meio perdido, roendo a unha do indicador direito, e tentando desesperadamente parecer que sabemos o que estamos a fazer. Classe A, classe B, XL, M, mais amarelo, menos castanho… irra! São Ovos, porra! Vêm todos do mesmo sítio da galinha! Acham que não temos mais nada que fazer? Ontem perdi vinte minutos no supermercado a tentar decifrar qual seria a melhor combinação preço / qualidade. Por fim desisti, e acabei por me limitar a escolher uma caixa que não contivesse ovos partidos. E saí feliz comigo mesmo, por ter resolvido mais uma das dificuldades que a vida nos coloca. Mas uma mulher ter-se-ia desenrascado bem melhor. Em contrapartida, demorei cerca de vinte micro-segundos a escolher entre cerveja com ou sem álcool, branca ou preta. E isto deveria ser o máximo de dificuldade existente numa escolha de supermercado – “Olha que duas belas raparigas que ali vão. Qual é que eu vou seguir, como maníaco tresloucado que sou? Uma é loira, a outra é morena, uma leva no carrinho pacotes de gomas, a outra leva aperitivos de queijo. Uma leva caixas de preservativos, a outra leva a última obra da Margarida Rebelo Pinto… OK, está decidido!” Por que se há-de complicar tudo com questõezinhas de treta? - “Olha, aquela rapariga parece ter mamas XL. Mas a outra tem todo o ar saudável de uma Classe A.” Não compliquem!
Só as mulheres (e alguns indivíduos que apregoam no seu HI5: Favourite movie – Brokeback Mountain) sabem a diferença entre as várias classes de ovos. Isso é louvável e faz delas, sem sombra de dúvida, O Sexo Forte. Nós só queremos bola e cerveja… Elas, em contrapartida, querem “A cidade dos anjos” e capuccinos. Também sabem engravidar... E suportam as dores de parto… Este é talvez o único ponto em que podemos discutir com elas: as dores de parto devem ser chatas, mas nada de especial quando comparadas com uma bolada nos tomates. Além disso, assim que o rebento sai cá para fora, acabam-se, e só voltam a ser relembradas como algo inglório, quando o petiz chumba no sétimo ano ou decide que quer ser bailarina. A bolada nos tintins é mais complicada: acompanha-nos como um papão durante toda a vida. Quando por exemplo, alguma miúda sente misericórdia de mim, assalta-me sempre o pânico de que aquela bolada no oitavo ano, em que me armei em esperto e decidi jogar a defesa central - quando a minha posição natural no campo é agarrado ao comando da playstation – se vá reflectir precisamente nesse momento. Comparadas com isto, as dores de parto não passam de uma dorzinha de dentes. Isto leva-nos a outra vantagem inerente às mulheres: elas são capazes de fazer Sexo Misericordioso. Nós não! Ou estamos entusiasmados ou não há altruísmo suficiente no mundo que “nos” ajude. Elas por sua vez, mesmo que não estejam para aí viradas, podem num acesso de misericórdia, virar-se, para serem galardoadas com os melhores trinta segundos da “nossa” vida. Ouço alguém torcer o nariz ao conceito de Sexo Misericordioso? Pois fiquem sabendo que o Sexo Misericordioso (basicamente, o único que tive até hoje…) tem uma maior taxa de sucesso que a maior parte dos governos de qualquer país: segundo um estudo da ONU, pelo menos metade dos intervenientes afirmam ficar satisfeitos no final. Uma taxa de satisfação de 50% não é de desprezar… O mundo seria um local bem mais aprazível se mais mulheres governassem. Provavelmente teríamos uma guerra nuclear a cada vinte e cinco dias, mas as campanhas eleitorais seriam sem dúvida mais toleráveis, sem Valentim Loureiro aos berros e com farpelas mais elegantes que as de Miguel Portas.
E agora que acabei a minha dissertação de hoje, vou ver se a minha mãe já leu isto, e me deixa finalmente entrar em casa, para não ter de ir ver a bola no café.

Um comentário:
Poderiam ser outros motivos. LOL. Mas estes também servem.
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